Acórdão de 2º Grau

Vendas casadas 0802426-20.2021.8.18.0169


Ementa

RECURSO INOMINADO. AÇÃO DE DANOS MATERIAIS C/C DANOS MORAIS . APLICABILIDADE DO CDC. RESPONSABILIDADE CIVIL. AUSÊNCIA DE PROVA DA CONTRATAÇÃO DO SERVIÇO. RÉU QUE NÃO SE DESINCUMBIU DO ÔNUS PROBATÓRIO (ART. 373, II DO CPC/15) SENTENÇA MANTIDA. RECURSO CONHECIDO E IMPROVIDO. (TJPI - RECURSO INOMINADO CÍVEL 0802426-20.2021.8.18.0169 - Relator: REGINALDO PEREIRA LIMA DE ALENCAR - 3ª Turma Recursal - Data 20/04/2024 )

Acórdão


ÓRGÃO JULGADOR : 3ª Turma Recursal

RECURSO INOMINADO CÍVEL (460) No 0802426-20.2021.8.18.0169

RECORRENTE: BANCO DO BRASIL SA, WILSON SALES BELCHIOR, JOSE ARNALDO JANSSEN NOGUEIRA, BB SEGURIDADE PARTICIPACOES S.A., MAURICIO MARQUES DOMINGUES

 

RECORRIDO: ELIENE COELHO DOS SANTOS, CAMILLA FERNANDA COELHO DOS SANTOS
REPRESENTANTE: BANCO DO BRASIL SA

RELATOR(A): 2ª Cadeira da 3ª Turma Recursal



EMENTA


 


RECURSO INOMINADO. AÇÃO DE DANOS MATERIAIS C/C DANOS MORAIS . APLICABILIDADE DO CDC. RESPONSABILIDADE CIVIL. AUSÊNCIA DE PROVA DA CONTRATAÇÃO DO SERVIÇO. RÉU QUE NÃO SE DESINCUMBIU DO ÔNUS PROBATÓRIO (ART. 373, II DO CPC/15) SENTENÇA MANTIDA. RECURSO CONHECIDO E IMPROVIDO.


 


RELATÓRIO


 

RECURSO INOMINADO CÍVEL (460) -0802426-20.2021.8.18.0169

RECORRENTE: BANCO DO BRASIL SA, WILSON SALES BELCHIOR, JOSE ARNALDO JANSSEN NOGUEIRA, BB SEGURIDADE PARTICIPACOES S.A., MAURICIO MARQUES DOMINGUES 
Advogados do(a) RECORRENTE: JOSE ARNALDO JANSSEN NOGUEIRA - PI12033-A, WILSON SALES BELCHIOR - PI9016-A
Advogado do(a) RECORRENTE: MAURICIO MARQUES DOMINGUES - SP175513-A

RECORRIDO: ELIENE COELHO DOS SANTOS, CAMILLA FERNANDA COELHO DOS SANTOS
REPRESENTANTE: BANCO DO BRASIL SA

Advogado do(a) RECORRIDO: CAMILLA FERNANDA COELHO DOS SANTOS - PI17970-A

RELATOR(A): 2ª Cadeira da 3ª Turma Recursal


Cuida-se de recurso inominado em face de sentença saneada em Embargos de Declaração (ID 9794850) que julgou procedente a demanda, nos termos do art. 487, I, do Código de Processo Civil, para declarar nula as cláusulas de “Seguro Residencial” e “Seguro de Crédito Protegido” com o cancelamento e abstenção de cobranças a ele referentes por parte da Seguradora, a partir da data de sua origem, e desconstituindo todo e qualquer débito referente a esta obrigação, declarou a cobrança antecipada indevida do débito titulado “BB Crédito Salário” por parte do Banco do Brasil S/A objeto da presente demanda no valor de R$ 2.061,81 (dois mil, sessenta e um reais e oitenta e um centavos), condenar a Requerida Banco do Brasil S/A, já que adotou venda casada, a restituir à parte autora o valor pago a título “Seguro Habitacional” e “Seguro de Crédito Protegido”, bem como o valor da dívida denominada “BB Crédito Salário” na forma do art. 42 do CDC, no valor já em dobro de R$ 8.910,00 (oito mil, novecentos e dez reais) com atualização monetária pela tabela prática do TJPI contada a partir da data do prejuízo (Súmula 43/STJ), e juros de mora de 1% ao mês (CC/02, art. 406 e CTN, art. 161, § 1º), contados a partir da citação (CC/02, art. 405), cuja importância será apurada por meros cálculos aritméticos, na forma do art. 509, §2º do CPC, condenou a parte ré Banco do Brasil S/A a pagar à autora, o valor de R$ 3.000,00 (três mil reais), a título de danos morais, considerados os princípios da razoabilidade e proporcionalidade em sua aplicação, valor esse a ser acrescido de juros de 1% a.m. a partir do evento danoso - data das cobranças indevidas e corrigido monetariamente a partir da data do arbitramento. Deferiu a gratuidade da Justiça à autora conforme Despacho de ID 25029566.

O recorrente sustenta (ID 9794855) em suma: legalidade dos procedimentos adotados pelo banco, ausência de comprovação de dano – inexistência de conduta ilícita, improcedência do pleito indenizatório, não cabimento da repetição de indébito – da impossibilidade de devolução, arbitramento de eventuais honorários de sucumbência.

Contrarrazões apresentadas pela parte recorrida (ID 9794866)

É o relatório.


 

 

VOTO


 

Presentes os pressupostos de admissibilidade, conheço do recurso.

Após a análise dos argumentos dos litigantes e do acervo probatório existente nos autos, entendo que a sentença deve ser mantida por seus próprios fundamentos, o que se faz na forma do disposto no artigo 46 da Lei 9.099/95, com os acréscimos constantes da ementa que integra este acórdão.


Art. 46. O julgamento em segunda instância constará apenas da ata, com a indicação suficiente do processo, fundamentação sucinta e parte dispositiva. Se a sentença for confirmada pelos próprios fundamentos, a súmula do julgamento servirá de acórdão.”.


Ante o exposto, voto para conhecer do recurso e negar-lhe provimento, mantendo a sentença por seus próprios e jurídicos fundamentos.

Condeno a parte recorrente no pagamento de custas processuais e honorários advocatícios, estes últimos arbitrados em 15% do valor da condenação.

Assinado e datado eletronicamente.



Juiz Relator

Detalhes

Processo

0802426-20.2021.8.18.0169

Órgão Julgador

2ª Cadeira da 3ª Turma Recursal

Órgão Julgador Colegiado

3ª Turma Recursal

Relator(a)

REGINALDO PEREIRA LIMA DE ALENCAR

Classe Judicial

RECURSO INOMINADO CÍVEL

Competência

Turma Recursal

Assunto Principal

Vendas casadas

Autor

BANCO DO BRASIL SA

Réu

ELIENE COELHO DOS SANTOS

Publicação

20/04/2024