TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO PIAUÍ
ÓRGÃO JULGADOR : 1ª Turma Recursal
RECURSO INOMINADO CÍVEL (460) No 0800202-64.2022.8.18.0011
RECORRENTE: AMAURY ARAUJO BARROS, ANTONIO DE MORAES DOURADO NETO, BANCO BRADESCO FINANCIAMENTOS S.A., BANCO BRADESCO S.A., BANCO BRADESCO S.A E AS EMPRESAS DE SEU CONGLOMERADO, BANCO BRADESCO S.A E AS EMPRESAS DE SEU CONGLOMERADO, MAYRA REJANE SILVA ARAUJO, RECOVERY DO BRASIL CONSULTORIA S.A, RECOVERY DO BRASIL CONSULTORIA S.A, THIAGO MAHFUZ VEZZI
REPRESENTANTE: DEFENSORIA PUBLICA DO ESTADO DO PIAUI
RECORRIDO: RECOVERY DO BRASIL CONSULTORIA S.A, BANCO BRADESCO FINANCIAMENTOS S.A., BANCO BRADESCO S.A., AMAURY ARAUJO BARROS, DEFENSORIA PUBLICA DO ESTADO DO PIAUI
REPRESENTANTE: RECOVERY DO BRASIL CONSULTORIA S.A, BANCO BRADESCO S.A E AS EMPRESAS DE SEU CONGLOMERADO, BANCO BRADESCO S.A E AS EMPRESAS DE SEU CONGLOMERADO
Advogado(s) do reclamado: MAYRA REJANE SILVA ARAUJO, THIAGO MAHFUZ VEZZI, ANTONIO DE MORAES DOURADO NETO REGISTRADO(A) CIVILMENTE COMO ANTONIO DE MORAES DOURADO NETO
RELATOR(A): 2ª Cadeira da 1ª Turma Recursal
EMENTA
RECURSO INOMINADO. DIREITO DO CONSUMIDOR. COBRANÇA DE DÉBITO PRESCRITO POR MEIO DA PLATAFORMA “SERASA LIMPA NOME”. INEXISTÊNCIA DE ATO ILÍCITO. CANAL QUE POSSIBILITA A QUITAÇÃO DO DÉBITO CASO ASSIM PRETENDA O CONSUMIDOR. INEXISTÊNCIA DE ILICITUDE. DECLARAÇÃO DE INEXIGIBILIDADE QUE NÃO PREJUDICA A EXISTÊNCIA DO DÉBITO. AUSÊNCIA DE PROVAS DOS DANOS MORAIS ALEGADOS. INEXISTÊNCIA DE PROVA MÍNIMA SOBRE A OCORRÊNCIA DE COBRANÇAS ABUSIVAS. ÔNUS PROBATÓRIO DA PARTE AUTORA NÃO CUMPRIDO. SENTENÇA MANTIDA. RECURSOS CONHECIDOS E IMPROVIDOS.
RELATÓRIO
RECURSO INOMINADO CÍVEL (460) -0800202-64.2022.8.18.0011
Origem:
RECORRENTE: AMAURY ARAUJO BARROS, ANTONIO DE MORAES DOURADO NETO, BANCO BRADESCO FINANCIAMENTOS S.A., BANCO BRADESCO S.A., BANCO BRADESCO S.A E AS EMPRESAS DE SEU CONGLOMERADO, BANCO BRADESCO S.A E AS EMPRESAS DE SEU CONGLOMERADO, MAYRA REJANE SILVA ARAUJO, RECOVERY DO BRASIL CONSULTORIA S.A, RECOVERY DO BRASIL CONSULTORIA S.A, THIAGO MAHFUZ VEZZI
REPRESENTANTE: DEFENSORIA PUBLICA DO ESTADO DO PIAUI
RECORRIDO: RECOVERY DO BRASIL CONSULTORIA S.A, BANCO BRADESCO FINANCIAMENTOS S.A., BANCO BRADESCO S.A., AMAURY ARAUJO BARROS, DEFENSORIA PUBLICA DO ESTADO DO PIAUI
REPRESENTANTE: RECOVERY DO BRASIL CONSULTORIA S.A, BANCO BRADESCO S.A E AS EMPRESAS DE SEU CONGLOMERADO, BANCO BRADESCO S.A E AS EMPRESAS DE SEU CONGLOMERADO
Advogados do(a) RECORRIDO: MAYRA REJANE SILVA ARAUJO - PI17559-A, THIAGO MAHFUZ VEZZI - PI11943-S
Advogado do(a) RECORRIDO: ANTONIO DE MORAES DOURADO NETO - PE23255-A
RELATOR(A): 2ª Cadeira da 1ª Turma Recursal
Trata-se de Ação Judicial na qual a parte autora aduz que tem sido vítima de cobranças insistentes e abusivas referentes a débitos prescritos, inclusive com a existência de registros no seu CPF na plataforma “Serasa Limpa Nome”, o que lhe causou danos morais indenizáveis.
Sobreveio sentença julgou parcialmente procedente a demanda:
Ante o exposto e considerando o que mais dos autos consta, julgo com base no art. 487, I do CPC, PROCEDENTES em parte os pedidos contidos na inicial, e nesta parte apenas para determinar que as requeridas se abstenham de fazer/enviar cobranças ao requerente, seja por mensagens eletrônicas de celular ou por correspondência, haja vista a prescrição da dívida, bem como a retirada de seus dados da plataforma Serasa limpa nome ou similares, caso ainda estejam inclusos.
Julgo improcedente o pedido de exclusão dos dados do autor do Serasa por ausência de provas da sua inclusão.
Improcedente o pedido de indenização por danos morais, conforme fundamentação.
Considerando a existência de prova material da hipossuficiência alegada pela parte autora, ID 26142316, defiro o pretendido de benefício de gratuidade judicial, nos termos do art. 5º, LXXIV, da Carta Magna.
Sem condenação em honorários de advogado e custas processuais, em conformidade com o disposto nos arts. 54 e 55 da Lei 9099/95.
Inconformado com a sentença proferida, AMAURY ARAUJO BARROS interpôs o presente recurso inominado aduzindo, em síntese a reforma do julgado com a condenação do demandado em danos morais em favor da parte autora.
Também inconformado com a sentença, a parte requerida BANCO BRADESCO FINANCIAMENTOS S.A apresentou recurso requerendo a reforma da sentença alegando preliminar de incompetência absoluta do juizado especial; quanto ao mérito da inexistência de dever de devolução dos valores pagos ante a inocorrência de ato ilícito praticado. Por fim, requer a reforma do julgado com a total improcedência do pleito autoral.
Contrarrazões apresentadas.
É o relatório sucinto.
VOTO
Presentes os pressupostos de admissibilidade, conheço do recurso e passo à sua análise.
No tocante a preliminar de incompetência absoluta dos juizados, não merece acolhida os argumentos do recorrente.
Isto porque já é entendimento sedimentado nas Turmas Recursais do Estado do Piauí que o Juizado Especial é competente para conhecer e julgar demandas como a dos presentes autos.
In casu, após a análise dos argumentos dos litigantes e do acervo probatório existente nos autos, entendo que a sentença deve ser mantida por seus próprios fundamentos, o que se faz na forma do disposto no artigo 46 da Lei 9.099/95, com os acréscimos constantes da ementa que integra este acórdão.
“Art. 46. O julgamento em segunda instância constará apenas da ata, com a indicação suficiente do processo, fundamentação sucinta e parte dispositiva. Se a sentença for confirmada pelos próprios fundamentos, a súmula do julgamento servirá de Acórdão.”
Ante o exposto, conheço dos recursos e nego-lhes provimento, mantendo a sentença por seus próprios e jurídicos fundamentos.
Ônus de sucumbência pelos recorrentes, os quais condeno no pagamento de honorários advocatícios sucumbenciais no percentual de 15% sobre o valor da causa atualizado, com exigibilidade suspensa pelo prazo de 5 anos em relação à recorrente autora, nos termos do art. 98 § 3º do CPC, em razão da concessão da justiça gratuita.
Teresina (PI), assinado e datado eletronicamente.
Teresina, 04/04/2024
0800202-64.2022.8.18.0011
Órgão Julgador2ª Cadeira da 1ª Turma Recursal
Órgão Julgador Colegiado1ª Turma Recursal
Relator(a)HAYDEE LIMA DE CASTELO BRANCO
Classe JudicialRECURSO INOMINADO CÍVEL
CompetênciaTurma Recursal
Assunto PrincipalPráticas Abusivas
AutorAMAURY ARAUJO BARROS
RéuRECOVERY DO BRASIL CONSULTORIA S.A
Publicação08/04/2024