TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO PIAUÍ
ÓRGÃO JULGADOR : 1ª Turma Recursal
RECURSO INOMINADO CÍVEL (460) No 0800537-38.2018.8.18.0039
RECORRENTE: MUNICIPIO DE BARRAS
RECORRIDO: MARIA DAMIANA RESENDE DA SILVA, RENATO COELHO DE FARIAS
REPRESENTANTE: MUNICIPIO DE BARRAS
RELATOR(A): 2ª Cadeira da 1ª Turma Recursal
EMENTA
RECURSO INOMINADO. ALEGAÇÃO DE EXCESSO DE EXECUÇÃO. AUSÊNCIA DE DEMONSTRATIVO DE CÁLCULO. SENTENÇA MANTIDA POR SEUS PRÓPRIOS FUNDAMENTOS. RECURSO CONHECIDO E IMPROVIDO.
A legislação processual prevê que o executado pode apresentar impugnação, alegando qualquer das hipóteses previstas no § 1º do artigo 525 do CPC . Entretanto, tratando-se da hipótese de excesso de execução, o executado deve declarar o valor que entende correto, apresentando o respectivo demonstrativo de cálculo.
RELATÓRIO
RECURSO INOMINADO CÍVEL (460) -0800537-38.2018.8.18.0039
Origem:
RECORRENTE: MUNICIPIO DE BARRAS
RECORRIDO: MARIA DAMIANA RESENDE DA SILVA, RENATO COELHO DE FARIAS
REPRESENTANTE: MUNICIPIO DE BARRAS
Advogado do(a) RECORRIDO: RENATO COELHO DE FARIAS - PI3596-A
RELATOR(A): 2ª Cadeira da 1ª Turma Recursal
Trata-se de recurso inominado contra sentença que conheceu da Impugnação ofertada pelo Município de Barras-PI em que alega excesso de execução, e a rejeitou por não apresentar demonstrativo discriminado e atualizado de seu cálculo, violando o disposto no art. 525, § 4º, do NCPC.
Sustenta o recorrente: excesso de execução visto que cálculos apresentados pelo PGE apresentam-se errados na incidência dos índices para cálculo dos juros de mora e da atualização monetária; da nova sistemática da execução contra a fazenda pública – inconstitucionalidade do art. 87 do ADCT/CF, acrescido pela EC Nº 37/2002 - afronta aos arts. 1º, 25 E 100, §§ 3º E 5º, da Constituição Federal. Por fim, requer o provimento ao presente recurso com a reforma da decisão que rejeitou a impugnação.
A parte recorrida apresentou contrarrazões.
É o sucinto relatório.
VOTO
Satisfeitos os pressupostos processuais viabilizadores da admissibilidade deste recurso, tanto os objetivos quanto os subjetivos, deve ser ele conhecido.
Compulsando aos autos, entendo que a sentença merece ser confirmada por seus próprios e jurídicos fundamentos, o que se faz na forma do disposto no artigo 46 da Lei 9.099/95, com os acréscimos constantes da ementa que integra este acórdão.
“Art. 46. O julgamento em segunda instância constará apenas da ata, com a indicação suficiente do processo, fundamentação sucinta e parte dispositiva. Se a sentença for confirmada pelos próprios fundamentos, a súmula do julgamento servirá de Acórdão.”
Diante do exposto, conheço do recurso para negar-lhe provimento.
Ônus de sucumbência pela recorrente nas custas e honorários advocatícios, estes em 15% sobre o valor da condenação atualizado.
Teresina (PI), datado eletronicamente.
Teresina, 04/04/2024
0800537-38.2018.8.18.0039
Órgão Julgador2ª Cadeira da 1ª Turma Recursal
Órgão Julgador Colegiado1ª Turma Recursal
Relator(a)HAYDEE LIMA DE CASTELO BRANCO
Classe JudicialRECURSO INOMINADO CÍVEL
CompetênciaTurma Recursal
Assunto PrincipalIrredutibilidade de Vencimentos
AutorMUNICIPIO DE BARRAS
RéuMARIA DAMIANA RESENDE DA SILVA
Publicação08/04/2024