TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO PIAUÍ
ÓRGÃO JULGADOR : 1ª Turma Recursal
RECURSO INOMINADO CÍVEL (460) No 0801607-90.2022.8.18.0026
RECORRENTE: MARIA DE DEUS DOS SANTOS
Advogado(s) do reclamante: MICAELLE CRAVEIRO COSTA
RECORRIDO: B2W COMPANHIA DIGITAL
Advogado(s) do reclamado: FERNANDO MOREIRA DRUMMOND TEIXEIRA
RELATOR(A): 2ª Cadeira da 1ª Turma Recursal
EMENTA
RECURSO INOMINADO. RELAÇÃO DE CONSUMO. AÇÃO DE INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS. COMPRA DE PRODUTO EM LOJA FÍSICA. CANCELAMENTO DA COMPRA PELO CONSUMIDOR. ALEGAÇÃO DE FALHA NA PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS. CONJUNTO PROBATÓRIO QUE NÃO MILITA A FAVOR DA PARTE AUTORA. ESTORNO DO VALOR PAGO PELO CONSUMIDOR. INEXISTÊNCIA DE ABALO A ESFERA EXTRAPATRIMONIAL DA PARTE AUTORA. MERO ABORRECIMENTO. ESTORNO REALIZADO ADMINISTRATIVAMENTE. DANO MORAL NÃO CONFIGURADO. RECURSO CONHECIDO E IMPROVIDO.
RELATÓRIO
RECURSO INOMINADO CÍVEL (460) -0801607-90.2022.8.18.0026
Origem:
RECORRENTE: MARIA DE DEUS DOS SANTOS
Advogado do(a) RECORRENTE: MICAELLE CRAVEIRO COSTA - PI12313-A
RECORRIDO: B2W COMPANHIA DIGITAL
Advogado do(a) RECORRIDO: FERNANDO MOREIRA DRUMMOND TEIXEIRA - MG108112-A
RELATOR(A): 2ª Cadeira da 1ª Turma Recursal
Alega a parte autora que, efetuou a compra de um Notebook Asus intel Core i3-1115g4 4gb 256gb, cinza X515EA-BR1275W que estava em promoção pelo preço de R$ 2.760,00 (dois mil setecentos e sessenta reais), ao chegar em casa verificou que os dados do notebook não eram os mesmo que intencionava a compra pois na nota continha configuração bem inferior. Diante desse suposto cenário, a parte autora ingressou com a presente demanda visando indenização por danos morais.
Sobreveio sentença que julgou totalmente improcedente a demanda, nos termos do art. 487, I, CPC.
A recorrente alega em suas razões que adquiriu produto no qual foi se constatado vício de qualidade e falha na prestação do serviço. Diante disso, requer aplicação do art. 18 do CDC, inversão do ônus da prova, e indenização por danos morais.
A recorrida apresentou contrarrazões.
É o relatório.
VOTO
Presentes os pressupostos de admissibilidade, conheço do recurso.
In casu, após a análise dos argumentos dos litigantes e do acervo probatório existente nos autos, entendo que a sentença deve ser mantida por seus próprios fundamentos, o que se faz na forma do disposto no artigo 46 da Lei 9.099/95, com os acréscimos constantes da ementa que integra este acórdão.
“Art. 46. O julgamento em segunda instância constará apenas da ata, com a indicação suficiente do processo, fundamentação sucinta e parte dispositiva. Se a sentença for confirmada pelos próprios fundamentos, a súmula do julgamento servirá de Acórdão.”
Ante o exposto, voto para conhecer do recurso e negar-lhe provimento, mantenho a sentença guerreada por seus próprios e jurídicos fundamentos.
Condeno a parte recorrente no pagamento de custas processuais e honorários advocatícios, estes últimos arbitrados em 10% do valor da corrigido da causa. Porém, deve ser suspensa a exigibilidade do ônus da sucumbência, nos termos do disposto no artigo 98, §3º, do CPC.
Teresina(PI), assinado e datado eletronicamente.
Teresina, 13/03/2024
0801607-90.2022.8.18.0026
Órgão Julgador2ª Cadeira da 1ª Turma Recursal
Órgão Julgador Colegiado1ª Turma Recursal
Relator(a)ELVANICE PEREIRA DE SOUSA
Classe JudicialRECURSO INOMINADO CÍVEL
CompetênciaTurma Recursal
Assunto PrincipalProtesto Indevido de Título
AutorMARIA DE DEUS DOS SANTOS
RéuB2W COMPANHIA DIGITAL
Publicação13/03/2024