Acórdão de 2º Grau

Cláusulas Abusivas 0801189-69.2021.8.18.0162


Ementa

EMENTA JUIZADO ESPECIAL. RECURSO INOMINADO. CONSUMIDOR. PROCESSO CIVIL. AÇÃO DECLARATÓRIA DE INEXISTÊNCIA DE DÉBITO COM PEDIDO DE ANTECIPAÇÃO DE TUTELA C/C REPARAÇÃO POR DANOS MORAIS. COBRANÇA POR DÍVIDA PRESCRITA INSCRIÇÃO DO NOME NOS CADASTROS DE INADIMPLENTES. DANOS MORAIS NÃO CONFIGURADOS. SENTENÇA MANTIDA POR SEUS PRÓPRIOS FUNDAMENTOS. RECURSO CONHECIDO E IMPROVIDO. (TJPI - RECURSO INOMINADO CÍVEL 0801189-69.2021.8.18.0162 - Relator: REGINALDO PEREIRA LIMA DE ALENCAR - 3ª Turma Recursal - Data 14/05/2024 )

Acórdão


ÓRGÃO JULGADOR : 3ª Turma Recursal

RECURSO INOMINADO CÍVEL (460) No 0801189-69.2021.8.18.0162

RECORRENTE: ISAEL NORONHA PEREIRA

Advogado(s) do reclamante: ISAEL NORONHA PEREIRA

RECORRIDO: ITAPEVA XII MULTICARTEIRA FUNDO DE INVESTIMENTO EM DIREITOS CREDITORIOS NAO-PADRONIZADOS

Advogado(s) do reclamado: KARINA DE ALMEIDA BATISTUCI

RELATOR(A): 2ª Cadeira da 3ª Turma Recursal



EMENTA


JUIZADO ESPECIAL. RECURSO INOMINADO. CONSUMIDOR. PROCESSO CIVIL. AÇÃO DECLARATÓRIA DE INEXISTÊNCIA DE DÉBITO COM PEDIDO DE ANTECIPAÇÃO DE TUTELA C/C REPARAÇÃO POR DANOS MORAIS. COBRANÇA POR DÍVIDA PRESCRITA INSCRIÇÃO DO NOME NOS CADASTROS DE INADIMPLENTES. DANOS MORAIS NÃO CONFIGURADOS. SENTENÇA MANTIDA POR SEUS PRÓPRIOS FUNDAMENTOS. RECURSO CONHECIDO E IMPROVIDO.


 


RELATÓRIO

 


Trata-se de AÇÃO DECLARATÓRIA DE INEXISTÊNCIA DE DÉBITO COM PEDIDO DE ANTECIPAÇÃO DE TUTELA C/C REPARAÇÃO POR DANOS MORAIS ajuizada por ISAEL NORONHA PEREIRA em face de ITAPEVA XII MULTICARTEIRA FUNDO DE INVESTIMENTO EM DIREITOS CREDITORIOS NAO-PADRONIZADOS.

Narra o consumidor que em meados de 09/05/2015, adquiriu uma dívida de seu nome no valor de R$ 706,19, estando hoje no valor de R$ 1.231,59, perenta a CAIXA ECONÔMICA FEDERAL – CEF, contrato n° 000019479389, ao qual fora cedida para empresa RÉ e devido a falta de pagamento por problemas pessoais e financeiro, não conseguiu adimplir a dívida e teve seu bom nome inscrito nos órgãos de proteção de crédito, nunca sendo protestado e nem judicializado até a presente data. O Autor realizou cadastro no SITE “naomeperturbe.com.br”, para que essas empresas de cobranças não efetuassem ligações reiteradas para o autor. Porém, mesmo após os 05 anos do prazo prescricional da dívida, o autor esclarece que a empresa continua efetuando cobranças através de mensagens de texto e ligações telefônicas.

Por tais razões ingressou em juízo.

Sobreveio sentença que julgou: “Ante o exposto, JULGO PARCIALMENTE PROCEDENTES os pedidos da inicial, para: a) Declarar prescrito o débito imputado ao autor em relação ao requerido, no valor de R$ 1.281,97 (um mil, duzentos e oitenta e um reais e noventa e sete centavos). b) Determinar a retirada do nome do Requerente do cadastro do Serviço de Proteção do Crédito, no que se refere à dívida objeto desta ação no valor de R$ 1.281,97 (um mil, duzentos e oitenta e um reais e noventa e sete centavos). Sem ônus de sucumbência em custas e honorários de advogado, por força da isenção inserta nos arts. 54 e 55, 1ª parte, da Lei 9.099/95”.

Inconformado com a sentença proferida, a parte autora interpôs o presente recurso inominado pugnando pela reforma da sentença para que seja julgado procedente os pedidos de danos morais. A requerida também interpôs recurso inominado pleiteando a improcedência de todos os pedidos autorais.

Contrarrazões do autor ID 6130058 (ID) e contrarrazões do requerido ID 6130058.

 É o relatório sucinto.

 

 

 

 

 

VOTO


Presentes os pressupostos de admissibilidade, conheço dos recursos e passo as suas análises.

A sentença merece ser confirmada por seus próprios e jurídicos fundamentos, o que se faz na forma do disposto no art. 46 da Lei nº 9.099/95, com os acréscimos constantes da ementa que integra este acórdão.

“Art. 46. O julgamento em segunda instância constará apenas da ata, com a indicação suficiente do processo, fundamentação sucinta e parte dispositiva. Se a sentença for confirmada pelos próprios fundamentos, a súmula do julgamento servirá de acórdão”.

Diante do exposto, conheço dos recursos, mas para negar-lhes provimento, mantendo-se a sentença a quo em todos os seus termos.

Ônus de sucumbência pelas partes recorrentes nas custas e horários advocatícios, estes em 10% sobre o valor corrigido da causa, considerando os parâmetros previstos no artigo 85, §2º, do CPC. Porém, quanto ao recorrente/autor da ação principal deve ser suspensa a exigibilidade do ônus da sucumbência, nos termos do disposto no artigo 98, §3º, do CPC, em virtude do benefício da justiça gratuita.

É como voto.



Teresina, datado e assinado eletronicamente.

 

Detalhes

Processo

0801189-69.2021.8.18.0162

Órgão Julgador

2ª Cadeira da 3ª Turma Recursal

Órgão Julgador Colegiado

3ª Turma Recursal

Relator(a)

REGINALDO PEREIRA LIMA DE ALENCAR

Classe Judicial

RECURSO INOMINADO CÍVEL

Competência

Turma Recursal

Assunto Principal

Cláusulas Abusivas

Autor

ISAEL NORONHA PEREIRA CALEGARI

Réu

ITAPEVA XII MULTICARTEIRA FUNDO DE INVESTIMENTO EM DIREITOS CREDITORIOS NAO-PADRONIZADOS

Publicação

14/05/2024