Acórdão de 2º Grau

Tarifas 0801086-72.2023.8.18.0039


Ementa

EMENTA JUIZADO ESPECIAL. RECURSO INOMINADO. AÇÃO DE REPETIÇÃO DE INDÉBITO C/C DANOS MORAIS. RELAÇÃO DE CONSUMO. ENCARGO DE LIMITE DE CRÉDITO. COBRANÇA DE TAXAS JUSTIFICADAS. RESOLUÇÃO Nº 3919/10 DO BACEN. INEXISTÊNCIA DE INDÍCIOS DE ILEGALIDADE OU ABUSIVIDADE. DANO MORAL NÃO CONFIGURADO. IMPROCEDÊNCIA. RECURSO CONHECIDO E NÃO PROVIDO. (TJPI - RECURSO INOMINADO CÍVEL 0801086-72.2023.8.18.0039 - Relator: JOAO ANTONIO BITTENCOURT BRAGA NETO - 1ª Turma Recursal - Data 06/03/2024 )

Acórdão


ÓRGÃO JULGADOR : 1ª Turma Recursal

RECURSO INOMINADO CÍVEL (460) No 0801086-72.2023.8.18.0039

RECORRENTE: DEUVANIR DOS SANTOS DIAS

Advogado(s) do reclamante: RAFAEL DOS SANTOS SILVA, JONATAS BARBOSA DE SOUSA

RECORRIDO: BANCO BRADESCO S.A.
REPRESENTANTE: BANCO BRADESCO FINANCIAMENTOS S.A

Advogado(s) do reclamado: RITA DE CASSIA DE SIQUEIRA CURY ARAUJO, JOSE ALMIR DA ROCHA MENDES JUNIOR REGISTRADO(A) CIVILMENTE COMO JOSE ALMIR DA ROCHA MENDES JUNIOR

RELATOR(A): 1ª Cadeira da 1ª Turma Recursal

 


EMENTA

 

 

 


JUIZADO ESPECIAL. RECURSO INOMINADO. AÇÃO DE REPETIÇÃO DE INDÉBITO C/C DANOS MORAIS. RELAÇÃO DE CONSUMO. ENCARGO DE LIMITE DE CRÉDITO. COBRANÇA DE TAXAS JUSTIFICADAS. RESOLUÇÃO Nº 3919/10 DO BACEN. INEXISTÊNCIA DE INDÍCIOS DE ILEGALIDADE OU ABUSIVIDADE. DANO MORAL NÃO CONFIGURADO. IMPROCEDÊNCIA. RECURSO CONHECIDO E NÃO PROVIDO.

 

 


RELATÓRIO


 

RECURSO INOMINADO CÍVEL (460) -0801086-72.2023.8.18.0039
Origem: 
RECORRENTE: DEUVANIR DOS SANTOS DIAS 
Advogados do(a) RECORRENTE: JONATAS BARBOSA DE SOUSA - PI22172-A, RAFAEL DOS SANTOS SILVA - PI22570-A

RECORRIDO: BANCO BRADESCO S.A.
REPRESENTANTE: BANCO BRADESCO FINANCIAMENTOS S.A

Advogados do(a) RECORRIDO: JOSE ALMIR DA ROCHA MENDES JUNIOR - PI2338-A, RITA DE CASSIA DE SIQUEIRA CURY ARAUJO - PI5914-A

RELATOR(A): 1ª Cadeira da 1ª Turma Recursal - Juiz João Antônio Bittencourt Braga Neto

 


Trata-se AÇÃO DE REPETIÇÃO DE INDÉBITO C/C DANOS MORAIS, na qual a parte autora alega: que ao analisar seus extratos bancários, percebeu a existência de um desconto intitulado ENC LIMITE CRED e que nunca autorizou a formalização dessa operação de crédito. Por esta razão, requereu: os benefícios da Assistência Judiciária Gratuita; que seja declarada a nulidade do contrato; a inversão do ônus da prova; a devolução em dobro dos valores descontados indevidamente e a condenação do Réu por danos morais.


Em contestação o Requerido aduziu: que a parte autora ajuizou outras ações nas quais se discutem a mesma matéria e que os descontos se referem ao pagamento em atraso do limite de cheque especial contratado pelo autor.


Sobreveio sentença, resumidamente, nos termos que se seguem: Nesse aspecto, verifica-se que a parte autora fazia uso do limite de crédito, visto que constantemente o saldo de sua conta encontrava-se negativo, conforme é possível verificar nos extratos que acompanham a inicial - ID 37486763 e seguintes. Assim, levando em consideração que a utilização do limite de crédito não fora impugnado, que o banco é uma instituição financeira de atividade econômica e que seus serviços prestados visam uma contraprestação pecuniária, tenho que as cobranças de taxas são justificáveis e, ainda, regulamentado pela resolução n° 3919/10 do BANCEN. Diante do exposto, JULGO IMPROCEDENTE o pedido formulado na inicial e assim o faço com apreciação do mérito, com fundamento no artigo 487, inciso I, do Código de Processo Civil.


Inconformado, o autor, ora Recorrente, alegou em suas razões: que o Banco não juntou o contrato que autoriza os descontos da tarifa em discussão; que utiliza a conta apenas para receber seu benefício e que o réu agiu com dolo ao abrir uma conta corrente. Por fim, requereu a reforma da sentença, para julgar procedente todos os pedidos constantes na inicial, bem como para afastar a condenação de multa por litigância de má-fé, em caso de existência.


Contrarrazões refutando as razões do recurso e pedindo a manutenção da sentença, nos exatos fundamentos em que se encontra.



É o relatório.


 


VOTO

 

 

 


Presentes os pressupostos de admissibilidade, conheço do recurso.

Após a análise dos argumentos das partes e do acervo probatório existente nos autos, entendo que a sentença recorrida não merece reparos, devendo ser confirmada por seus próprios e jurídicos fundamentos, o que se faz na forma do disposto no artigo 46 da Lei 9.099/95, com os acréscimos constantes da ementa que integra este acórdão.



Art. 46. O julgamento em segunda instância constará apenas da ata, com a indicação suficiente do processo, fundamentação sucinta e parte dispositiva. Se a sentença for confirmada pelos próprios fundamentos, a súmula do julgamento servirá de acórdão”.



Diante do exposto, NEGO PROVIMENTO ao recurso, mantendo a sentença a quo em todos os seus termos.


Condenação das custas processuais e honorários advocatícios no percentual de 10% (dez por cento) do valor da causa atualizado. A exigibilidade dos honorários de sucumbência deve ser suspensa, nos moldes do art. 98, §3º, CPC.


É como voto.

 

 



Teresina, 05/03/2024

Detalhes

Processo

0801086-72.2023.8.18.0039

Órgão Julgador

1ª Cadeira da 1ª Turma Recursal

Órgão Julgador Colegiado

1ª Turma Recursal

Relator(a)

JOAO ANTONIO BITTENCOURT BRAGA NETO

Classe Judicial

RECURSO INOMINADO CÍVEL

Competência

Turma Recursal

Assunto Principal

Tarifas

Autor

DEUVANIR DOS SANTOS DIAS

Réu

BANCO BRADESCO S.A.

Publicação

06/03/2024