TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO PIAUÍ
ÓRGÃO JULGADOR : 2ª Turma Recursal
RECURSO INOMINADO CÍVEL (460) No 0800331-63.2022.8.18.0013
RECORRENTE: ANA LUIZA MARTINS CUNHA RIBEIRO, JAMYLLE DE MELO MOTA
RECORRIDO: LIANA MARA VERCOSA DO NASCIMENTO, EDUARDO FURTADO CASTELO BRANCO SOARES, GUSTAVO GONCALVES LEITAO
RELATOR(A): 1ª Cadeira da 2ª Turma Recursal
EMENTA
RECURSO INOMINADO. PROCESSUAL CIVIL. AÇÃO DE INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS. ALEGAÇÃO DE OFENSA À HONRA PROFERIDA EM REDE SOCIAL. AFRONTA AOS DIREITOS DE PERSONALIDADE. DANO MORAL IN RE IPSA CONFIGURADO. QUANTUM DEBEATUR DE ACORDO COM OS PRINCÍPIOS DA RAZOABILIDADE E PROPORCIONALIDADE. MANUTENÇÃO DA CONDENAÇÃO FIXADA PELO MAGISTRADO A QUO. RECURSO CONHECIDO E NÃO PROVIDO.
RELATÓRIO
Trata-se de AÇÃO DE INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS em que a parte autora aduz que a demandada começou a desferir uma série de mensagens em face da requerente com conteúdos difamatórios e de injúria através da rede social Instagram.
Sobreveio sentença que julgou procedente em partes o pedido formulado pelo autor, com fulcro no artigo 487, I do Código de Processo Civil, e por consequente: I. Condenou a Requerida, a título de danos morais, no valor de R$ 5.000,00 (cinco mil reais) considerando os princípios da razoabilidade e proporcionalidade em sua aplicação, com correção monetária a partir do arbitramento, nos termos da Súmula 362 do STJ e juros de mora a partir da inscrição indevida, nos termos da Súmula 54 do STJ, de acordo com a Tabela instituída pela Justiça Federal; II. Confirmou a liminar concedida no processo em id n° 25256698 e condenou a parte ré a pagar a multa arbitrada por esse juízo em sede de liminar no valor de R$ 5.000,00 (cinco mil reais), tendo em vista descumprimento de Ordem Judicial. (ID nº 10299147)
A recorrente suplica seja o presente recurso conhecido e provido, com a consequente reforma da r. sentença atacada (ID nº 10299155)
O recorrido apresentou contrarrazões (ID nº 10299159)
É o relatório.
VOTO
Presentes os pressupostos de admissibilidade, conheço do recurso.
Após a análise dos argumentos dos litigantes e do acervo probatório existente nos autos, entendo que a sentença deve ser mantida por seus próprios fundamentos, o que se faz na forma do disposto no artigo 46 da Lei 9.099/95, com os acréscimos constantes da ementa que integra este acórdão.
“Art. 46. O julgamento em segunda instância constará apenas da ata, com a indicação suficiente do processo, fundamentação sucinta e parte dispositiva. Se a sentença for confirmada pelos próprios fundamentos, a súmula do julgamento servirá de acórdão.”.
Ante o exposto, conheço do recurso e NEGO-LHE PROVIMENTO, mantendo a sentença por seus próprios e jurídicos fundamentos.
Ônus de sucumbência pela recorrente nas custas e honorários advocatícios, estes em 10% sobre o valor da causa, com exigibilidade suspensa pelo prazo de 5 anos, nos termos do art. 98 § 3º do CPC, em razão da concessão da justiça gratuita.
É como voto.
Teresina/PI, datado e assinado eletronicamente.
Juíza GLÁUCIA MENDES DE MACÊDO
Relatora
0800331-63.2022.8.18.0013
Órgão Julgador3ª Cadeira da 3ª Turma Recursal
Órgão Julgador Colegiado3ª Turma Recursal
Relator(a)GLAUCIA MENDES DE MACEDO
Classe JudicialRECURSO INOMINADO CÍVEL
CompetênciaTurma Recursal
Assunto PrincipalDireito de Imagem
AutorANA LUIZA MARTINS CUNHA RIBEIRO
RéuLIANA MARA VERCOSA DO NASCIMENTO
Publicação23/01/2024