TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO PIAUÍ
ÓRGÃO JULGADOR : 2ª Turma Recursal
RECURSO INOMINADO CÍVEL (460) No 0800312-03.2019.8.18.0162
RECORRENTE: TAMIRES RAYANE SOUSA LIMA, THAYNARA RAYSA DE SOUSA LIMA
RECORRIDO: LORENA MENDES COIMBRA, LARINE DE SOUSA FERREIRA
RELATOR(A): 3ª Cadeira da 2ª Turma Recursal
EMENTA
RECURSO INOMINADO. AÇÃO DE REPARAÇÃO DE DANOS. CULPA EXCLUSIVA DO RÉU QUE DESOBEDECEU À SINALIZAÇÃO. CULPA COMPROVADA PELAS PROVAS CARREADAS AOS AUTOS. DANOS MATERIAIS. CONFIGURADOS. SENTENÇA MANTIDA. RECURSO CONHECIDO E IMPROVIDO.
RELATÓRIO
Trata-se de ação na qual a parte autora promove em face do réu supra, aduzindo ter sofrido danos materiais em virtude de acidente de trânsito decorrente de imprudência do requerido, que veio a colidir no veículo do autor, por desatenção às normas de trânsito pertinentes. Requer, pois, os danos materiais sofridos.
A sentença julgou PROCEDENTES EM PARTE os pedidos iniciais, nos termos do art. 487, I do CPC, para condenar a requerida ao pagamento de danos materiais à autora no valor R$ R$ 7.689,27 (sete mil, seiscentos e oitenta e nove reais e vinte e sete centavos), a ser corrigido monetariamente, a partir da data do ajuizamento da ação, com base na tabela prática da Justiça Federal e juros de mora de 1% ao mês, incidentes a partir da citação.
A recorrente se manifestou sobre: a revelia; o excessivo quantum indenizatório; a falta de prestação de socorro; a impossibilidade de pagar o valor da condenação; a necessidade de anulação da sentença para a realização de um acordo, dentro das possibilidades da recorrente. Por fim, requereu o provimento do recurso.
É o relatório.
VOTO
Presentes os pressupostos de admissibilidade, conheço do recurso.
In casu, é imperioso registrar que os efeitos da revelia induzem a presunção relativa das alegações autorais, desde que estas apresentem provas suficientes de sua verossimilhança. E considerando que as provas coligidas aos autos emergem suficientes para demonstrar os fatos e provar a responsabilidade da recorrente em relação ao ocorrido. Não há o que se questionar os efeitos da revelia.
Quanto ao valor arbitrado a título de danos materiais, não há o que se questionar o quantum uma vez que o valor da franquia de segura foi devidamente comprovado nos autos.
Ressalte que a recorrente deve ser responsabilizada pela conduta imprudente que lesionou a recorrida bem como deve ser condenada pelo dano material ocasionado, conforme dispõe o art. 927 do Novo Código Civil:
“Art. 927. Aquele que, por ato ilícito, causar dano a outrem, fica obrigado a repará-lo”.
Assim, entendo que a sentença já se manifestou sobre todas as razões do recurso e merece ser confirmada por seus próprios e jurídicos fundamentos, o que se faz na forma do disposto no artigo 46 da Lei 9.099/95, com os acréscimos constantes da ementa que integra este acórdão.
Recurso conhecido e improvido.
É como voto.
Datado e assinado digitalmente.
Teresina, 28/02/2024
0800312-03.2019.8.18.0162
Órgão Julgador3ª Cadeira da 2ª Turma Recursal
Órgão Julgador Colegiado2ª Turma Recursal
Relator(a)SEBASTIAO FIRMINO LIMA FILHO
Classe JudicialRECURSO INOMINADO CÍVEL
CompetênciaTurma Recursal
Assunto PrincipalAcidente de Trânsito
AutorTAMIRES RAYANE SOUSA LIMA
RéuLORENA MENDES COIMBRA
Publicação05/03/2024