TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO PIAUÍ
ÓRGÃO JULGADOR : 3ª Turma Recursal
RECURSO INOMINADO CÍVEL (460) No 0014695-22.2016.8.18.0001
RECORRENTE: RAISSA MARIA ALVES PEREIRA
Advogado(s) do reclamante: FABIO LEAL DA SILVA VIANA
RECORRIDO: CLARO S.A.
Advogado(s) do reclamado: FELIPE GAZOLA VIEIRA MARQUES REGISTRADO(A) CIVILMENTE COMO FELIPE GAZOLA VIEIRA MARQUES, PAULA MALTZ NAHON
RELATOR(A): 2ª Cadeira da 3ª Turma Recursal
EMENTA
RECURSO INOMINADO. AÇÃO DE OBRIGAÇÃO DE FAZER C/C INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS E MATERIAIS C/C PEDIDO DE LIMINAR. LINHA NÃO CANCELADA E VALORES COBRADOS. O PROPRIETÁRIO DE LINHA DE TELEFONIA MÓVEL FOI OBRIGADO A EFETUAR VÁRIAS LIGAÇÕES À OPERADORA COM O FIM DE EFETUAR O CANCELAMENTO DE SUA LINHA DE TELEFONIA MÓVEL, MAS FOI ENGANADO TODAS AS VEZES, NADA OBSTANTE TENHA SE CONFIRMADO O CANCELAMENTO. INEFICIÊNCIA E DESCASO COM A CONSUMIDORA ACARRETOU INÚMEROS PREJUÍZOS DE ORDEM MORAL. SENTENÇA MANTIDA POR SEUS PRÓPRIOS E JURÍDICOS FUNDAMENTOS. RECURSO CONHECIDO E NÃO PROVIDO.
RELATÓRIO
Visa o recurso a reforma da sentença que julgou: “Por estas razões, indefiro a inversão do ônus da prova e concedo a medida liminar requerida, para determinar que a empresa CLARO S/A retire o nome da parte requerente do cadastro restritivo de crédito junto ao SPC e outro que eventualmente tenha autorizado, em três dias, após intimada, sob pena de multa diária que arbitro em R$ 500,00 (quinhentos reais), limitada inicialmente a 10 dias, bem como cancele a linha telefônica nº 86 99476 7349, em cinco dias, após intimada, sob pena de multa que arbitro, inicialmente, em R$ 2.000,00 (dois mil reais) e se abstenha de efetuar cobranças à autora, enquanto se discute o objeto da presente demanda, sob pena de multa que arbitro, inicialmente, em R$ 500,00 (quinhentos reais) por cobrança indevida.”
Em suas razões recursais, a recorrente sustenta: do exercício regular de direito; cobrança pelos serviços prestados: excludente de ilicitude; da inexistência de repetição do indébito; da completa ausência de configuração do dano moral; inexistência de provas; da não configuração de dano in re ipsa; da impossibilidade de inversão do ônus probatório. Por fim a reforma da sentença para julgar improcedentes os pedidos iniciais.
Parte recorrida apresentou contrarrazões pugnando pela manutenção da sentença a quo.
É o sucinto relatório.
VOTO
Presentes os pressupostos de admissibilidade, passa-se à análise do recurso.
A sentença merece ser confirmada por seus próprios fundamentos, o que se faz na forma do disposto no artigo 46 da Lei nº 9.099/95, com os acréscimos constantes da ementa que integra este acórdão.
“Art. 46. O julgamento em segunda instância constará apenas da ata, com a indicação suficiente do processo, fundamentação sucinta e parte dispositiva. Se a sentença for confirmada pelos próprios fundamentos, a súmula do julgamento servirá de acórdão”.
Diante do exposto, nega-se provimento ao recurso. Ônus de sucumbência pela parte Recorrente nas custas e honorários advocatícios, estes em 15% sobre o valor da condenação atualizado.
Teresina, datado e assinado eletronicamente.
ANTONIO REIS DE JESUS NOLLETO
Juiz Relator
0014695-22.2016.8.18.0001
Órgão Julgador2ª Cadeira da 3ª Turma Recursal
Órgão Julgador Colegiado3ª Turma Recursal
Relator(a)ANTONIO REIS DE JESUS NOLLETO
Classe JudicialRECURSO INOMINADO CÍVEL
Competência Assunto PrincipalProduto Impróprio
AutorRAISSA MARIA ALVES PEREIRA
RéuCLARO S.A.
Publicação08/03/2024