Acórdão de 2º Grau

Direito de Imagem 0800524-56.2023.8.18.0009


Ementa

EMENTA JUIZADO ESPECIAL. RECURSO INOMINADO. AÇÃO DE INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS. CANCELAMENTO DE VOO. AUSÊNCIA DE VIOLAÇÃO À DE DIREITOS DE PERSONALIDADE. AUSÊNCIA DE PREJUÍZOS EXTRAPATRIMONIAIS. DANO MORAL NÃO CONFIGURADO. IMPROCEDÊNCIA. RECURSO CONHECIDO E NÃO PROVIDO. (TJPI - RECURSO INOMINADO CÍVEL 0800524-56.2023.8.18.0009 - Relator: ELVANICE PEREIRA DE SOUSA - 1ª Turma Recursal - Data 07/12/2023 )

Acórdão


ÓRGÃO JULGADOR : 1ª Turma Recursal

RECURSO INOMINADO CÍVEL (460) No 0800524-56.2023.8.18.0009

RECORRENTE: ABEL ESCORCIA

Advogado(s) do reclamante: ABEL ESCORCIO FILHO, JOAO PAULO RIBEIRO PAES LANDIM

RECORRIDO: AZUL LINHAS AEREAS BRASILEIRAS S.A.

Advogado(s) do reclamado: LUCIANA GOULART PENTEADO

RELATOR(A): 1ª Cadeira da 1ª Turma Recursal

 


EMENTA


 


EMENTA


JUIZADO ESPECIAL. RECURSO INOMINADO. AÇÃO DE INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS. CANCELAMENTO DE VOO. AUSÊNCIA DE VIOLAÇÃO À DE DIREITOS DE PERSONALIDADE. AUSÊNCIA DE PREJUÍZOS EXTRAPATRIMONIAIS. DANO MORAL NÃO CONFIGURADO. IMPROCEDÊNCIA. RECURSO CONHECIDO E NÃO PROVIDO.


 


RELATÓRIO


 

RECURSO INOMINADO CÍVEL (460) -0800524-56.2023.8.18.0009
Origem: 
RECORRENTE: ABEL ESCORCIA 
Advogados do(a) RECORRENTE: ABEL ESCORCIO FILHO - PI13408-A, JOAO PAULO RIBEIRO PAES LANDIM - PI13330-A

RECORRIDO: AZUL LINHAS AEREAS BRASILEIRAS S.A.
Advogado do(a) RECORRIDO: LUCIANA GOULART PENTEADO - SP167884-A

RELATOR(A): 1ª Cadeira da 1ª Turma Recursal - Juiz João Antônio Bittencourt Braga Neto


 

RELATÓRIO


           Trata-se AÇÃO DE INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS, na qual a parte autora alega: que adquiriu uma passagem aérea com a Requerida; que ao tentar embarcar, descobriu que o voo havia sido cancelado e que teve que esperar até o dia seguinte para viajar, resultando em um atraso de 13 horas. Por esta razão, requereu: a inversão do ônus da prova e a condenação da ré por danos morais.


              Em contestação a Recorrida aduziu: que o Autor chegou ao aeroporto após o encerramento do check-in; que o Requerente forjou suas alegações, agindo de má-fé e que não há que se falar em culpa da Ré, visto que o próprio autor deu causa ao ocorrido.


           Sobreveio sentença aduzindo que: “Em que pese ter ocorrido atraso no voo, a parte autora não comprova fato do qual se possa depreender violação a direitos da personalidade que justifique compensação por dano moral. Isso porque, o cancelamento ou atraso de voo não gera dano moral in re ipsa, devendo ser analisado o caso concreto e ressalvados os casos em que o infortúnio seja superior a 24hs, o que não ocorreu na hipótese dos autos”. Por consequência, julgou IMPROCEDENTE o pedido formulado na inicial e, de consequência, julgou extinto o processo, com resolução do mérito, nos termos do inciso I do art. 487 do Código de Processo Civil (ID 12918092).


             Em suas razões, a parte recorrente alega: que a conduta do juiz singular encoraja/incentiva a Recorrida a continuar praticando condutas de igual natureza e que é prática costumeira da jurisprudência entender que o dano moral decorrente de atraso de voo prescinde de prova. Por fim, requereu o provimento do recurso para reformar a r. sentença de primeira instância, para condenar a requerida por danos morais (ID 12918096).


                    Contrarrazões apresentadas (ID 12918103).


                     É o relatório.


 

 


VOTO

 

 

            Presentes os pressupostos de admissibilidade, conheço do recurso.


        Após a análise dos argumentos das partes e do acervo probatório existente nos autos, entendo que a sentença recorrida não merece reparos, devendo ser confirmada por seus próprios e jurídicos fundamentos, o que se faz na forma do disposto no artigo 46 da Lei 9.099/95, com os acréscimos constantes da ementa que integra este acórdão.


Art. 46. O julgamento em segunda instância constará apenas da ata, com a indicação suficiente do processo, fundamentação sucinta e parte dispositiva. Se a sentença for confirmada pelos próprios fundamentos, a súmula do julgamento servirá de acórdão”.


            Diante do exposto, NEGO PROVIMENTO ao recurso, mantendo a sentença a quo em todos os seus termos.


          Condenação das custas processuais e honorários advocatícios no percentual de 10% (dez por cento) do valor da causa atualizado. A exigibilidade dos honorários de sucumbência deve ser suspensa, nos moldes do art. 98, §3º, CPC.


             É como voto.



 



Teresina, 04/12/2023

Detalhes

Processo

0800524-56.2023.8.18.0009

Órgão Julgador

1ª Cadeira da 1ª Turma Recursal

Órgão Julgador Colegiado

1ª Turma Recursal

Relator(a)

ELVANICE PEREIRA DE SOUSA

Classe Judicial

RECURSO INOMINADO CÍVEL

Competência

Turma Recursal

Assunto Principal

Direito de Imagem

Autor

ABEL ESCORCIA

Réu

AZUL LINHAS AEREAS BRASILEIRAS S.A.

Publicação

07/12/2023