TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO PIAUÍ
ÓRGÃO JULGADOR : 1ª Turma Recursal
RECURSO INOMINADO CÍVEL (460) No 0803731-41.2021.8.18.0136
RECORRENTE: CLAUDETE ALVES DA SILVA OLIVEIRA
REPRESENTANTE: DEFENSORIA PUBLICA DO ESTADO DO PIAUI
RECORRIDO: EXPRESSO GUANABARA S A
Advogado(s) do reclamado: MARCIO RAFAEL GAZZINEO REGISTRADO(A) CIVILMENTE COMO MARCIO RAFAEL GAZZINEO
RELATOR(A): 2ª Cadeira da 1ª Turma Recursal
EMENTA
RECURSO INOMINADO CÍVEL. INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS.ÔNUS DA PROVA DO AUTOR - ART. 373 , I , DO CPC. TRANSPORTE RODOVIÁRIO DE PASSAGEIROS. AUSÊNCIA DE COMPROVAÇÃO DA RESPONSABILIDADE CIVIL. RESPONSABILIDADE CIVIL DA EMPRESA. AFASTADA. ATOS ILÍCITOS NÃO PROMOVIDOS PELA PARTE RECORRIDA. INEXISTÊNCIA DO DEVER DE INDENIZAR. RECURSO CONHECIDO E IMPROVIDO.
1. São três os requisitos da responsabilidade civil, quais sejam: ato ilícito, nexo de causalidade e dano.
2. Não tendo a parte recorrida promovido os atos ilícitos que provocaram os danos morais e materiais à parte autora/recorrente, não há que se falar em responsabilidade civil ou indenização por danos morais e materiais.
3. . Sabe-se que o ônus da prova incumbe ao autor, quanto ao fato constitutivo de seu direito e ao réu, quanto à existência de fato impeditivo, modificativo ou extintivo do direito do autor, conforme previsão contida no art. 373 , do CPC , e uma vez não tendo o autor se desincumbindo do ônus de comprovar os fatos alegados a seu favor, a manutenção de improcedência da ação é medida que se impõe.
RELATÓRIO
RECURSO INOMINADO CÍVEL (460) -0803731-41.2021.8.18.0136
Origem:
RECORRENTE: CLAUDETE ALVES DA SILVA OLIVEIRA
REPRESENTANTE: DEFENSORIA PUBLICA DO ESTADO DO PIAUI
RECORRIDO: EXPRESSO GUANABARA S A
Advogado do(a) RECORRIDO: MARCIO RAFAEL GAZZINEO - CE23495-A
RELATOR(A): 2ª Cadeira da 1ª Turma Recursal
Trata-se de Recurso Inominado interposta porTRANSPORTE RODOVIÁRIO DE PASSAGEIROS inconformada com a sentença proferida na AÇÃO DE INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS proposta por em desfavor da EXPRESSO GUANABARA S/A., em que o magistrado de primeiro grau julgou improcedentes os pedidos autorais.
Inconformada com a sentença vergastada a requerente interpôs o presente recurso pugnando pelo reconhecimento da responsabilidade civil da empresa demandada, em razão da ocorrência do ato ilícito praticado com a condenação em danos morais sofridos pela autora.
Devidamente intimada, a parte recorrida apresentou contrarrazões, pugnando pela manutenção da sentença.
É o relatório.
VOTO
Presentes os pressupostos de admissibilidade, conheço do recurso.
In casu, após a análise dos argumentos dos litigantes e do acervo probatório existente nos autos, entendo que a sentença deve ser mantida por seus próprios fundamentos, o que se faz na forma do disposto no artigo 46 da Lei 9.099/95, com os acréscimos constantes da ementa que integra este acórdão.
“Art. 46. O julgamento em segunda instância constará apenas da ata, com a indicação suficiente do processo, fundamentação sucinta e parte dispositiva. Se a sentença for confirmada pelos próprios fundamentos, a súmula do julgamento servirá de Acórdão.”
Ante o exposto, voto para conhecer do recurso e negar-lhe provimento, mantenho a sentença guerreada por seus próprios e jurídicos fundamentos.
Condeno a parte recorrente no pagamento de custas processuais e honorários advocatícios, estes últimos arbitrados em 10% do valor da causa atualizado. Porém, deve ser suspensa a exigibilidade do ônus da sucumbência, nos termos do disposto no artigo 98, §3º, do CPC.
Teresina(PI), assinado e datado eletronicamente.
Teresina, 04/03/2024
0803731-41.2021.8.18.0136
Órgão Julgador2ª Cadeira da 1ª Turma Recursal
Órgão Julgador Colegiado1ª Turma Recursal
Relator(a)ELVANICE PEREIRA DE SOUSA
Classe JudicialRECURSO INOMINADO CÍVEL
CompetênciaTurma Recursal
Assunto PrincipalIrregularidade no atendimento
AutorCLAUDETE ALVES DA SILVA OLIVEIRA
RéuEXPRESSO GUANABARA S A
Publicação05/03/2024