TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO PIAUÍ
ÓRGÃO JULGADOR : 1ª Turma Recursal
RECURSO INOMINADO CÍVEL (460) No 0000317-55.2016.8.18.0100
RECORRENTE: ERIVELTO RODRIGUES DOS SANTOS
Advogado(s) do reclamante: TICIANA EULALIO CASTELO BRANCO, DOUGLAS LIMA DE FREITAS
RECORRIDO: EQUATORIAL PIAUI DISTRIBUIDORA DE ENERGIA S.A
REPRESENTANTE: EQUATORIAL PIAUI DISTRIBUIDORA DE ENERGIA S.A
Advogado(s) do reclamado: MARCOS ANTONIO CARDOSO DE SOUZA
RELATOR(A): 1ª Cadeira da 1ª Turma Recursal
EMENTA
EMENTA
JUIZADO ESPECIAL. RECURSO INOMINADO. AÇÃO DECLARATÓRIA DE INEXISTÊNCIA DE DÉBITO, COM PEDIDO DE ANTECIPAÇÃO DE TUTELA C/C AÇÃO DE INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS. COBRANÇA INDEVIDA. FALHA NA PRESTAÇÃO DO SERVIÇO. RESPONSABILIDADE CIVIL OBJETIVA. CONFIGURAÇÃO DE DANO MORAL. QUANTUM INDENIZATÓRIO PROPORCIONAL E RAZOÁVEL. PROCEDÊNCIA. RECURSO CONHECIDO E NÃO PROVIDO.
RELATÓRIO
RECURSO INOMINADO CÍVEL (460) -0000317-55.2016.8.18.0100
Origem:
RECORRENTE: ERIVELTO RODRIGUES DOS SANTOS
Advogados do(a) RECORRENTE: DOUGLAS LIMA DE FREITAS - PI11935-A, TICIANA EULALIO CASTELO BRANCO - PI11953-A
RECORRIDO: EQUATORIAL PIAUI DISTRIBUIDORA DE ENERGIA S.A
REPRESENTANTE: EQUATORIAL PIAUI DISTRIBUIDORA DE ENERGIA S.A
Advogado do(a) RECORRIDO: MARCOS ANTONIO CARDOSO DE SOUZA - PI3387-A
RELATOR(A): 1ª Cadeira da 1ª Turma Recursal - Juiz João Antônio Bittencourt Braga Neto
RELATÓRIO
Trata-se AÇÃO DECLARATÓRIA DE INEXISTÊNCIA DE DÉBITO, COM PEDIDO DE ANTECIPAÇÃO DE TUTELA C/C AÇÃO DE INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS na qual a parte autora alega: que é consumidora dos serviços prestados pela Recorrida; que por não ter condições de pagar a fatura de energia elétrica da residência, solicitou seu cancelamento; que mesmo após o fim do contrato de prestação de serviços, a Recorrida continuou enviando cobranças relativas ao consumo de energia e que teve seu nome inscrito na SERASA. Por esta razão, requereu: tutela antecipatória de direito, determinando a retirada do seu nome do cadastro de inadimplentes; a declaração dos débitos cobrados de forma indevida; o benefício da justiça gratuita; a inversão do ônus da prova; a restituição do valor cobrado de forma indevida e a condenação da ré por danos morais.
Sobreveio sentença aduzindo: que a parte demandada, embora inicialmente tenha negado qualquer irregularidade nas cobranças, apresentou documentos demonstrando o cancelamento das cobranças; que referente à repetição de indébito, não há provas no processo de que o requerente, embora cobrado acerca de dívida inexistente, tenha pago alguma das faturas e que o autor sofreu prejuízos de ordem moral, pois exposto à situação vexatória de mau pagador, perante o comércio em geral, quando na realidade nada era por ele devido, inclusive teve seu nome inscrito na SERASA. Por consequência, nos termos do Art.487, I, CPC/2015, JULGOU PARCIALMENTE PROCEDENTES os pedidos deduzidos na inicial para declarar inexistente a dívida imposta ao requerido, determinando à requerida, uma vez que já canceladas as faturas encaminhadas, abstenha-se de efetivar novas cobranças acerca do mesmo débito aqui discutido; e condenar a requerida ao pagamento de indenização por danos morais no valor de R$ 4.000,00 (quatro mil reais), estes acrescidos de juros de mora de 1% ao mês, a partir da data em que efetivada a inscrição indevida (Súmula 54 do STJ e art. 398 do CC), e correção monetária pelo INPC, desde a data desta sentença (ID 7177972).
Em suas razões, a parte recorrente alega: que foi solicitado o desligamento da unidade em outubro de 2015 e prontamente foi realizado e que após tomar conhecimento da demanda, a empresa retirou o autor do SERASA, cancelou as faturas que foram geradas após o desligamento e excluiu o nome do Recorrido do banco de dados da SERASA. Por fim, requer o provimento do recurso para que seja reformada a decisão meritória, na parte que concedeu procedência aos peidos da parte recorrida (ID 7177978).
Apesar de regularmente intimado, a Recorrida não apresentou contrarrazões (ID 7177985).
É o relatório.
VOTO
Presentes os pressupostos de admissibilidade, conheço do recurso.
Após a análise dos argumentos das partes e do acervo probatório existente nos autos, entendo que a sentença recorrida não merece reparos, devendo ser confirmada por seus próprios e jurídicos fundamentos, o que se faz na forma do disposto no artigo 46 da Lei 9.099/95, com os acréscimos constantes da ementa que integra este acórdão.
“Art. 46. O julgamento em segunda instância constará apenas da ata, com a indicação suficiente do processo, fundamentação sucinta e parte dispositiva. Se a sentença for confirmada pelos próprios fundamentos, a súmula do julgamento servirá de acórdão”.
Diante do exposto, NEGO PROVIMENTO ao recurso, mantendo a sentença a quo em todos os seus termos.
Condenação das custas processuais e honorários advocatícios no percentual de 10% (dez por cento) do valor atualizado da condenação.
É como voto.
Teresina, 04/12/2023
0000317-55.2016.8.18.0100
Órgão Julgador1ª Cadeira da 1ª Turma Recursal
Órgão Julgador Colegiado1ª Turma Recursal
Relator(a)ELVANICE PEREIRA DE SOUSA
Classe JudicialRECURSO INOMINADO CÍVEL
CompetênciaTurma Recursal
Assunto PrincipalDireito de Imagem
AutorERIVELTO RODRIGUES DOS SANTOS
RéuEQUATORIAL PIAUI DISTRIBUIDORA DE ENERGIA S.A
Publicação07/12/2023