TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO PIAUÍ
ÓRGÃO JULGADOR : 1ª Câmara Especializada Cível
APELAÇÃO CÍVEL (198) No 0801272-72.2021.8.18.0037
APELANTE: MARCELINA MARIA DA CONCEICAO, BANCO BRADESCO S.A.
Advogado(s) do reclamante: LUIS ROBERTO MOURA DE CARVALHO BRANDAO, LARISSA SENTO SE ROSSI REGISTRADO(A) CIVILMENTE COMO LARISSA SENTO SE ROSSI
APELADO: BANCO BRADESCO S.A., MARCELINA MARIA DA CONCEICAO
Advogado(s) do reclamado: LARISSA SENTO SE ROSSI REGISTRADO(A) CIVILMENTE COMO LARISSA SENTO SE ROSSI, LUIS ROBERTO MOURA DE CARVALHO BRANDAO
RELATOR(A): Desembargador HAROLDO OLIVEIRA REHEM
EMENTA
EMBARGOS DECLARATÓRIOS. CONTRADIÇÃO INEXISTENTE. EXISTÊNCIA DE DOIS RECURSOS DE APELAÇÃO. MAJORAÇÃO DA INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS. APELAÇÃO CÍVEL INTERPOSTA PELA PARTE AUTORA. POSSIBILIDADE. RECURSO MANIFESTAMENTE PROTELATÓRIO. CONDENAÇÃO DO EMBARGANTE NO PAGAMENTO DE MULTA PROCESSUAL. RECURSO REJEITADO.
RELATÓRIO
APELAÇÃO CÍVEL (198) -0801272-72.2021.8.18.0037
Origem:
APELANTE: MARCELINA MARIA DA CONCEICAO, BANCO BRADESCO S.A.
Advogado do(a) APELANTE: LARISSA SENTO SE ROSSI - BA16330-A
Advogado do(a) APELANTE: LUIS ROBERTO MOURA DE CARVALHO BRANDAO - PI15522-A
APELADO: BANCO BRADESCO S.A., MARCELINA MARIA DA CONCEICAO
Advogado do(a) APELADO: LARISSA SENTO SE ROSSI - BA16330-A
Advogado do(a) APELADO: LUIS ROBERTO MOURA DE CARVALHO BRANDAO - PI15522-A
RELATOR(A): Desembargador HAROLDO OLIVEIRA REHEM
RELATÓRIO
O DESEMBARGADOR HAROLDO OLIVEIRA REHEM (Relator): Cuida-se de Embargos Declaratórios (Id 9140855) interposto pelo Banco apelado contra o acórdão Id 8967498, cuja ementa revela o seguinte teor:
“EMENTA
Sustenta o Banco embargante que o acórdão embargado apresenta vício de contradição entre a ementa e a fundamentação. Assim, requer o provimento do recurso para que seja sanada a contradição aventada.
Intimada, decorreu o prazo para que a parte embargada apresentasse suas contrarrazões.
É o relatório.
VOTO
VOTO DO RELATOR
O DESEMBARGADOR HAROLDO OLIVEIRA REHEM (votando): Nota-se que o Banco embargante, argui que houve contradição entre a ementa e o fundamento do acórdão recorrido, na medida em que consta na ementa a expressão “RECURSO CONHECIDO E IMPROVIDO”, e, segundo alega no acórdão há a seguinte redação: “MAJORAÇÃO DO VALOR INDENIZATÓRIO FIXADO A TÍTULO DE DANOS MORAIS. PROVIMENTO”, motivo pelo qual pleiteia o provimento do recurso para sanar o vício alegado.
Fixados os limites do recurso, declara-se, de pronto, que a irresignação não merece prosperar.
Os destacados nas razões do recurso aclaratório interposto pelo Banco demandado constam na Ementa do acórdão ora impugnado pelo simples fato de que, além da Instituição financeira requerida, a parte autora também interpôs recurso de Apelação (Id 6089316), no qual ela pleiteia a majoração do valor indenizatório fixado pelo r. Juízo singular a título de danos morais.
É de se notar que o próprio Banco ora embargante apresentou contrarrazões impugnando o referido recuso, tendo, portanto, inequívoca ciência do pedido de majoração dos danos morais.
No acórdão embargado restou claro que a majoração da indenização por danos morais definida no r. Juízo a quo decorreu do recurso interposto pela parte autora, tendo sido destacado, inclusivo, um capítulo específico relativo ao mesmo (“DA APELAÇÃO DA PARTE AUTORA”
Assim, não há que se falar em existência do vício da contradição no julgado deste Colegiado, devendo o mesmo se manter incólume.
O recurso ora em análise tem a natureza meramente protelatória, eis que visa sanar vício inequivocamente inexistente, impondo-se, desse modo, a aplicação, de ofício, da multa processual prevista § 2º do art. 1.026 do CPC, fixada em dois por cento (2%) do valor atualizado da causa, a ser pago em favor da parte autora, ora embargada.
Diante do exposto, VOTO pela REJEIÇÃO destes embargos declaratórios, eis que não demonstradas quaisquer hipóteses de cabimento dispostas no art. 1.022, do CPC/15. Impõe-se a condenação do Banco embargante no pagamento de MULTA de dois por cento (2%) do valor atualizado da causa, em favor da parte autora, tendo em vista o caráter manifestamente protelatório do recurso interposto (art. 1.026, § 2º, do CPC).
É o voto.
Teresina, 09/01/2024
0801272-72.2021.8.18.0037
Órgão JulgadorDesembargador HAROLDO OLIVEIRA REHEM
Órgão Julgador Colegiado1ª Câmara Especializada Cível
Relator(a)HAROLDO OLIVEIRA REHEM
Classe JudicialAPELAÇÃO CÍVEL
CompetênciaCâmaras Cíveis
Assunto PrincipalDefeito, nulidade ou anulação
AutorMARCELINA MARIA DA CONCEICAO
RéuBANCO BRADESCO S.A.
Publicação09/01/2024