TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO PIAUÍ
ÓRGÃO JULGADOR : 3ª Turma Recursal
RECURSO INOMINADO CÍVEL (460) No 0800543-53.2021.8.18.0164
RECORRENTE: RITA DE CASSIA LAVOR NERI
Advogado(s) do reclamante: YASKARA REGINA BEZERRA E SILVA, LANA GRAZIELA DA SILVA CORDEIRO, EDGARD PETER BORDINI
RECORRIDO: UNIMED TERESINA COOPERATIVA DE TRABALHO MEDICO
REPRESENTANTE: UNIMED TERESINA COOPERATIVA DE TRABALHO MEDICO
Advogado(s) do reclamado: CLAUDIO MOREIRA DO REGO FILHO, IGOR MELO MASCARENHAS REGISTRADO(A) CIVILMENTE COMO IGOR MELO MASCARENHAS, VICTOR DE CARVALHO RUBEN PEREIRA, CAIO ALMEIDA MADEIRA CAMPOS
RELATOR(A): 3ª Cadeira da 3ª Turma Recursal
EMENTA
RECURSO INOMINADO. AÇÃO DE RESTITUIÇÃO DE QUANTIA PAGA C/C REPARAÇÃO DE DANOS MATERIAIS E MORAIS. PLANO DE SAÚDE. CONTRATAÇÃO DE PLANO COM CO-PARTICIPAÇÃO. ALEGAÇÃO DE ILEGALIDADE POR AUSÊNCIA DE REGISTRO DE CO-PARTICIPAÇÃO JUNTO A ANS. CONTRATO FIRMADO PELA PARTE AUTORA COM O INTERESSE NA MODALIDADE DE CO-PARTICIPAÇÃO. REGISTRO DIVERSO NA ANS NÃO É SUFICIENTE PARA TORNAR NULO O CONTRATO. AUSÊNCIA DE DANOS AO CONSUMIDOR. IMPROCEDÊNCIA MANTIDA. RECURSO CONHECIDO E IMPROVIDO.
RELATÓRIO
RECURSO INOMINADO CÍVEL (460) -0800543-53.2021.8.18.0164
RECORRENTE: RITA DE CASSIA LAVOR NERI
Advogados do(a) RECORRENTE: EDGARD PETER BORDINI - RJ149939-A, LANA GRAZIELA DA SILVA CORDEIRO - PI18997-A, YASKARA REGINA BEZERRA E SILVA - PI17905-A
RECORRIDO: UNIMED TERESINA COOPERATIVA DE TRABALHO MEDICO
REPRESENTANTE: UNIMED TERESINA COOPERATIVA DE TRABALHO MEDICO
Advogados do(a) RECORRIDO: CAIO ALMEIDA MADEIRA CAMPOS - PI6461-A, CLAUDIO MOREIRA DO REGO FILHO - PI10706-A, IGOR MELO MASCARENHAS - PI4775-A, VICTOR DE CARVALHO RUBEN PEREIRA - PI12071-A
RELATOR(A): 3ª Cadeira da 3ª Turma Recursal
Cuida-se de recurso contra sentença que julgou IMPROCEDENTE o pedido inicial, nos termos do art. 487, I, do Código de Processo Civil.
A parte autora interpôs recurso inominado alegando, em síntese: da violação ao princípio da legalidade, do reconhecimento dos fatos pela ré e do depoimento pessoal do preposto, dos valores a serem restituídos, atuação da Agência Nacional de Saúde Suplementar, da violação ao Código de Defesa do Consumidor e da prática abusiva perpetrada pela ré, da violação ao princípio da boa-fé contratual e da ausência de previsão contratual, do dano moral. Ao final, requer que seja conhecido e provido o presente recurso, a fim de julgar procedente o pedido.
Contrarrazões da parte recorrida pugnando pela manutenção da sentença.
É o relatório sucinto.
VOTO
Presentes os pressupostos de admissibilidade, passo à análise do recurso.
Conforme se extrai dos autos, o plano contratado pela autora foi o “UNILIGHT COM CO-PARTICIPAÇÃO”, sendo discriminada a porcentagem de coparticipação no contrato de adesão ao plano, qual seja, 15%. Ademais, houve a indicação clara de que o plano de saúde contratado é com coparticipação, de modo que se tem adequação ao previsto no art. 16, VIII, da Lei 9.656/1998, bem como aos ditames do Código de Defesa do Consumidor, com informação adequada e clara sobre a coparticipação.
Ressalta-se, ainda, que a opção pela contratação de plano com coparticipação gera vantagem econômica para parte contratante, pois o valor pago mensalmente é menor, consoante demonstrado pela parte Requerida. Assim, ainda que exista registro diverso do plano junto à ANS, entendo que não houve nenhum prejuízo à parte autora, tampouco houve violação dos atributos da personalidade.
Forte nestas razões, entendo que a sentença merece ser confirmada por seus próprios fundamentos, o que se faz na forma do disposto no artigo 46 da Lei nº 9.099/95, com os acréscimos constantes da ementa que integra este acórdão.
Art. 46. O julgamento em segunda instância constará apenas da ata, com a indicação suficiente do processo, fundamentação sucinta e parte dispositiva. Se a sentença for confirmada pelos próprios fundamentos, a súmula do julgamento servirá de acórdão.
Diante do exposto, voto pelo conhecimento do recurso para negar-lhe provimento, mantendo a sentença em todos seus termos.
Ônus de sucumbência pela parte recorrente nas custas e honorários advocatícios, estes em 10% sobre o valor corrigido da causa, no entanto, fica suspensa a exigibilidade da condenação pelo prazo de 05 anos, nos termos do art. 98, §3º, do CPC.
Teresina, datado e assinado eletronicamente.
Teresina, 11/10/2023
0800543-53.2021.8.18.0164
Órgão Julgador3ª Cadeira da 3ª Turma Recursal
Órgão Julgador Colegiado3ª Turma Recursal
Relator(a)REGINALDO PEREIRA LIMA DE ALENCAR
Classe JudicialRECURSO INOMINADO CÍVEL
CompetênciaTurma Recursal
Assunto PrincipalCláusulas Abusivas
AutorRITA DE CASSIA LAVOR NERI
RéuUNIMED TERESINA COOPERATIVA DE TRABALHO MEDICO
Publicação28/10/2023