TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO PIAUÍ
ÓRGÃO JULGADOR : 3ª Turma Recursal
RECURSO INOMINADO CÍVEL (460) No 0000231-36.2019.8.18.0082
RECORRENTE: GINA PEREIRA MARTINS
Advogado(s) do reclamante: KARLLOS ANASTACIO DOS SANTOS SOARES
RECORRIDO: BANCO SANTANDER (BRASIL) S.A.
Advogado(s) do reclamado: ARMANDO MICELI FILHO
RELATOR(A): 2ª Cadeira da 3ª Turma Recursal
EMENTA
RECURSO INOMINADO. ENVIO DE CARTÃO DE CRÉDITO NÃO SOLICITADO À RESIDÊNCIA DO CONSUMIDOR. FALHA NA PRESTAÇÃO DO SERVIÇO BANCÁRIO. INDÍCIOS DE MERO ABORRECIMENTO. SITUAÇÃO QUE NÃO ENSEJA DANO MORAL INDENIZÁVEL. CONSTRANGIMENTO QUE NÃO PODE SER ELEVADO À TEORIA DE ABALO MORAL. DIREITO DO CONSUMIDOR. DANOS MORAIS NÃO CONFIGURADOS. RECURSO CONHECIDO E IMPROVIDO.
RELATÓRIO
Trata-se demanda judicial na qual a parte autora argumenta que recebeu cartão de crédito não solicitado; que recebeu faturas com cobrança de anuidades.
Após instrução processual, sobreveio sentença que julgou: “Ante o exposto, nos termos do art. 487, inciso I do CPC, JULGO PARCIALMENTE PROCEDENTE O PEDIDO DA AUTORA PARA DECLARAR A NULIDADE E CANCELAR o contrato de cartão de crédito celebrado entre as partes litigantes (Nº 7097-660099470080, com o plástico de nº 5447317315131159), assim como dos correspondentes valores cobrados indevidamente a título de taxas, anuidade, juros, multas, encargos e outros. Sem custa ou honorários, ante o disposto no art.55 da Lei nº 9.099/95.”
Inconformada com a sentença proferida, a parte autora interpôs o presente recurso, aduzindo, em síntese, pelo provimento do recurso para julgar procedentes dos pleitos autorias.
A parte recorrida apresentou contrarrazões ao recurso.
É o relatório.
VOTO
Presentes os pressupostos de admissibilidade, passo à análise do recurso.
A sentença merece ser confirmada por seus próprios fundamentos, o que se faz na forma do disposto no artigo 46 da Lei nº 9.099/95, com os acréscimos constantes da ementa que integra este acórdão.
“Art. 46. O julgamento em segunda instância constará apenas da ata, com a indicação suficiente do processo, fundamentação sucinta e parte dispositiva. Se a sentença for confirmada pelos próprios fundamentos, a súmula do julgamento servirá de acórdão”.
Diante do exposto, nego provimento ao recurso.
Concedido o benefício da gratuidade da justiça, suspendo condicionalmente a exigibilidade do recolhimento da condenação, podendo esta ser executada até os 05 (cinco) anos subsequentes ao trânsito em julgado desta decisão, desde que comprovada que não mais existe a situação de insuficiência de recursos que justificou a concessão da gratuidade. Decorrido este prazo, tais obrigações do beneficiário se extinguem, conforme previsão dos §§ 2º e 3º, do art.98, do CPC.
Datado e assinado eletronicamente.
ANTÔNIO REIS DE JESUS NOLLÊTO
Juiz Relator
0000231-36.2019.8.18.0082
Órgão Julgador2ª Cadeira da 3ª Turma Recursal
Órgão Julgador Colegiado3ª Turma Recursal
Relator(a)ANTONIO REIS DE JESUS NOLLETO
Classe JudicialRECURSO INOMINADO CÍVEL
CompetênciaTurma Recursal
Assunto PrincipalContratos Bancários
AutorGINA PEREIRA MARTINS
RéuBANCO SANTANDER (BRASIL) S.A.
Publicação05/12/2023