TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO PIAUÍ
ÓRGÃO JULGADOR : 2ª Turma Recursal
RECURSO INOMINADO CÍVEL (460) No 0825395-87.2019.8.18.0140
RECORRENTE: MARIA DAS GRACAS DE FATIMA GODINHO SANTOS
Advogado(s) do reclamante: CAYRO MARQUES BURLAMAQUI
RECORRIDO: EQUATORIAL PIAUI DISTRIBUIDORA DE ENERGIA S.A
REPRESENTANTE: EQUATORIAL PIAUI DISTRIBUIDORA DE ENERGIA S.A
Advogado(s) do reclamado: MARCOS ANTONIO CARDOSO DE SOUZA
RELATOR(A): 1ª Cadeira da 2ª Turma Recursal
EMENTA
RECURSO INOMINADO. JUIZADOS ESPECIAIS CÍVEIS. DIREITO DO CONSUMIDOR. AÇÃO DE OBRIGAÇÃO DE FAZER C/C DANOS MORAIS E ANTECIPAÇÃO DE TUTELA DE URGÊNCIA. SERVIÇO DE FORNECIMENTO DE ENERGIA ELÉTRICA. INADIMPLÊNCIA DO DEVEDOR. PRÓPRIA AUTORA AFIRMAR EM AUDIÊNCIA QUE REALIZOU PAGAMENTOS DE FATURAS COM ATRASO. A IMPONTUALIDADE E ATRASO NOS PAGAMENTOS NA DATA DE VENCIMENTO CONSOANTE OS TERMOS DO PARCELAMENTO IMPLICA NO DESCUMPRIMENTO DE OBRIGAÇÃO LIVREMENTE ACORDADA. LÍCITA A CONDUTA PRATICADA PELA REQUERIDA, RAZÃO PORQUE INCABÍVEL A INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS E REFATURAMENTO DE DÉBITOS, ANTE A COMPROVADA ATUAÇÃO DESTE FUNDADA NO EXERCÍCIO REGULAR DE DIREITO E BASEADO NOS TERMOS CONTRATUAIS PACTUADOS. DESCUMPRIMENTO DE ACORDO EXTRAJUDICIAL. SENTENÇA MANTIDA POR SEUS PRÓPRIOS E JURÍDICOS FUNDAMENTOS. RECURSO CONHECIDO E NÃO PROVIDO.
– Consumidora ciente de suas obrigações dever de adimplir as parcelas na data de vencimento e não somente depois de ter o serviço suspenso, pleitear indenização por danos morais, alegando descumprimento de acordo extrajudicial sem ter cumprido com exatidão a sua parte que cabia na avença.
RELATÓRIO
Trata-se de AÇÃO DE OBRIGAÇÃO DE FAZER C/C DANOS MORAIS E ANTECIPAÇÃO DE TUTELA DE URGÊNCIA na qual a parte autora aduz que teve o serviço de energia elétrica de sua residência interrompido indevidamente pela ré. Afirmou que houve faturamento incorreto decorrente de acordo extrajudicial de parcelamento. Que o serviço foi suspenso em setembro de 2019, sob a justificativa da ré de que a autora estava em débito. Daí o acionamento postulando liminar para restabelecer o fornecimento de energia elétrica; refaturamento dos meses de janeiro e setembro de 2019; indenização por danos morais; inversão do ônus da prova; isenção de custas processuais e condenação em honorários advocatícios. Juntou documentos..
Sobreveio sentença de juízo a quo que, nos termos do Enunciado 162 do Fonaje, julgou improcedentes os pedidos iniciais, por não vislumbrar a existência de ato ilícito e especialmente do dano moral como pretendido pela autora. Revogou a liminar concedida nos termos da fundamentação supra. Deferiu a isenção de custas em razão da comprovação de hipossuficiência financeira da Autora (ID 5308359).
Inconformada com a sentença proferida, a parte autora interpôs o presente recurso inominado, aduzindo, em síntese: a suspensão no fornecimento de energia; a obrigação de fazer em face do inadimplemento contratual (parcial); a inversão do ônus da prova; e por fim, a reforma da sentença a quo (ID 5308364).
A parte recorrida apresentou contrarrazões ao recurso pugnando pela manutenção da sentença (ID 5309218)
É o relatório.
VOTO
Presentes os pressupostos de admissibilidade, há de se conhecer do recurso.
Entendo que a sentença merece ser confirmada por seus próprios fundamentos, o que se faz na forma do disposto no artigo 46 da Lei 9.099/95, com os acréscimos constantes da ementa que integra este acórdão.
Art. 46. O julgamento em segunda instância constará apenas da ata, com a indicação suficiente do processo, fundamentação sucinta e parte dispositiva. Se a sentença for confirmada pelos próprios fundamentos, a súmula do julgamento servirá de acórdão.
Diante do exposto, conheço do recurso para lhes negar provimento, mantendo a sentença por seus próprios e jurídicos fundamentos.
Ônus de sucumbência pela parte Recorrente nas custas e horários advocatícios, estes em 15% sobre o valor corrigido da causa atualizado. Porém, deve ser suspensa a exigibilidade do ônus da sucumbência, nos termos do disposto no artigo 98, §3º, do CPC.
É como voto.
Teresina, datado e assinado eletronicamente.
0825395-87.2019.8.18.0140
Órgão Julgador1ª Cadeira da 2ª Turma Recursal
Órgão Julgador Colegiado2ª Turma Recursal
Relator(a)EDSON ALVES DA SILVA
Classe JudicialRECURSO INOMINADO CÍVEL
CompetênciaTurma Recursal
Assunto PrincipalPerdas e Danos
AutorMARIA DAS GRACAS DE FATIMA GODINHO SANTOS
RéuEQUATORIAL PIAUI DISTRIBUIDORA DE ENERGIA S.A
Publicação17/07/2024