TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO PIAUÍ
ÓRGÃO JULGADOR : 3ª Turma Recursal
RECURSO INOMINADO CÍVEL (460) No 0800826-10.2018.8.18.0123
RECORRENTE: DANIELA DE BRITO SILVA
Advogado(s) do reclamante: ANA KARINA VERAS FERREIRA
RECORRIDO: ATIVOS S.A. SECURITIZADORA DE CREDITOS FINANCEIROS
Advogado(s) do reclamado: DAVID SOMBRA PEIXOTO
RELATOR(A): 2ª Cadeira da 3ª Turma Recursal
EMENTA
RECURSO INOMINADO. AÇÃO DE REPARAÇÃO DE DANOS MORAIS. RECLAMAÇÃO SOBRE COBRANÇAS INDEVIDAS. SEM CONTRATO BANCÁRIO. AUSÊNCIA DE PROVA EM JUÍZO SOBRE A EXISTÊNCIA DE DÉBITO. COBRANÇAS EM NOME DE TERCEIRO. SUSPENSÃO DAS COBRANÇAS. DANOS MORAIS CONFIGURADOS. INEXISTÊNCIA DE INSCRIÇÃO EM CADASTROS DE INADIMPLENTES. SENTENÇA MANTIDA POR SEUS PRÓPRIOS E JURÍDICOS FUNDAMENTOS. RECURSO CONHECIDO E IMPROVIDO.
RELATÓRIO
Trata-se os autos de AÇÃO DE REPARAÇÃO DE DANOS MORAIS, na qual a parte autora aduz que tem sido vítima de cobranças indevidas que perduraram por 8 meses, injustificadamente. Nas mensagens e telefone o procurado é um indivíduo chamado Jenilson, nome e sexo completamente diferente da requerente.
Sobreveio sentença (ID N° 591305) que acolheu o pedido formulado, para reconhecer a responsabilidade da empresa requerida, ordenando a extinção do processo com resolução do mérito, nos termos do art. 487, inciso I do CPC e determinando a condenação de ATIVOS S/A. SECURITIZADORA DE CRÉDITOS FINANCEIROS a indenizar DANIELA DE BRITO SILVA, nos danos morais suportados, no valor de 5.000,00 (CINCO MIL REAIS), acrescidos de juros e correção monetária desde o arbitramento.
Inconformada com a sentença proferida, a parte ré interpôs o presente recurso inominado (ID N° 591313) aduzindo, em síntese, a redução da condenação referente à indenização moral. Ademais, requereu a improcedência dos pedidos formulados na inicial.
A parte recorrida apresentou contrarrazões ao recurso (ID N° 591371), pugnando pela manutenção da sentença.
É o relatório.
VOTO
Presentes os pressupostos de admissibilidade, conheço do recurso e passo à sua análise.
Após a análise dos argumentos dos litigantes e do acervo probatório existente nos autos, entendo que a sentença deve ser mantida por seus próprios fundamentos, o que se faz na forma do disposto no artigo 46 da Lei 9.099/95, com os acréscimos constantes da ementa que integra este acórdão.
“Art. 46. O julgamento em segunda instância constará apenas da ata, com a indicação suficiente do processo, fundamentação sucinta e parte dispositiva. Se a sentença for confirmada pelos próprios fundamentos, a súmula do julgamento servirá de acórdão.”.
Ante o exposto, conheço do recurso e nego-lhe provimento, mantendo a sentença por seus próprios e jurídicos fundamentos.
Condeno a parte recorrente ao pagamento de custas e honorários advocatícios sucumbenciais, os quais fixo em 10% sobre o valor atualizado da condenação.
É como voto.
Assinado e datado eletronicamente.
Dr. ANTONIO REIS DE JESUS NOLLETO
Juiz Relator
0800826-10.2018.8.18.0123
Órgão Julgador2ª Cadeira da 3ª Turma Recursal
Órgão Julgador Colegiado3ª Turma Recursal
Relator(a)ANTONIO REIS DE JESUS NOLLETO
Classe JudicialRECURSO INOMINADO CÍVEL
CompetênciaTurma Recursal
Assunto PrincipalAcidente de Trânsito
AutorDANIELA DE BRITO SILVA
RéuATIVOS S.A. SECURITIZADORA DE CREDITOS FINANCEIROS
Publicação26/10/2023