TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO PIAUÍ
ÓRGÃO JULGADOR : 1ª Turma Recursal
RECURSO INOMINADO CÍVEL (460) No 0801405-24.2020.8.18.0143
RECORRENTE: STEANE MARIA DE SOUSA FERNANDES, DANIELA VIANA CERQUEIRA
RECORRIDO: L C DE ANDRADE FILHO, TIAGO FREITAS PEREIRA
RELATOR(A): 1ª Cadeira da 1ª Turma Recursal
EMENTA
RECURSO INOMINADO. RELAÇÃO DE CONSUMO. COMPRA PARCELADA. INADIMPLEMENTO. COBRANÇA DEVIDA. AUSÊNCIA DE PROVA DE COBRANÇA CONSTRANGEDORA. DANO MORAL NÃO CONFIGURADO. SENTENÇA MANTIDA. RECURSO CONHECIDO E IMPROVIDO.
RELATÓRIO
RECURSO INOMINADO CÍVEL (460) -0801405-24.2020.8.18.0143
RECORRENTE: STEANE MARIA DE SOUSA FERNANDES, DANIELA VIANA CERQUEIRA
Advogado do(a) RECORRENTE: DANIELA VIANA CERQUEIRA - PI18586-A
RECORRIDO: L C DE ANDRADE FILHO, TIAGO FREITAS PEREIRA
Advogado do(a) RECORRIDO: TIAGO FREITAS PEREIRA - PI13268-A
RELATOR(A): RAIMUNDO JOSÉ DE MACAU FURTADO
Vistos.
Trata-se de Ação Judicial, na qual a autora relata que comprou o óculo no estabelecimento da ré, que parcelou em dez vezes o valor de R$ 650,00, disse que fez um novo parcelamento com menos parcela, e que quando estava na data acertada para o pagamento da segunda parcela os estabelecimentos estavam fechados em razão da quarentena, então não conseguiu efetuar o pagamento.
Afirma, ainda, que, no dia 20 de abril de 2020, um funcionário da loja foi a sua casa e falou que o segundo acordo estava desfeito e foi-lhe exigido que ela cumprisse com o primeiro parcelamento, que recebeu cobrança na frente de amigos e vizinhos e se sentiu constrangida pela forma grosseira que foi tratada pelo Sr Luiz.
Sobreveio sentença que julgou improcedente a presente ação. (ID 6102488).
Inconformada com a sentença proferida, a parte autora interpôs o presente recurso inominado, aduzindo, em síntese, que a empresa requerida ultrapassou os limites razoáveis do exercício de seu direito, afetando seriamente a dignidade da autora a expondo ao ridículo, devida indenização por danos morais (ID 6102490).
A parte recorrida não apresentou contrarrazões.
É o relatório sucinto.
VOTO
Presentes os pressupostos de admissibilidade, conheço do recurso.
Após a análise dos argumentos dos litigantes e do acervo probatório existente nos autos, entendo que a sentença deve ser mantida por seus próprios fundamentos, o que se faz na forma do disposto no artigo 46 da Lei 9.099/95, com os acréscimos constantes da ementa que integra este acórdão.
“Art. 46. O julgamento em segunda instância constará apenas da ata, com a indicação suficiente do processo, fundamentação sucinta e parte dispositiva. Se a sentença for confirmada pelos próprios fundamentos, a súmula do julgamento servirá de acórdão.”.
Ante o exposto, voto para conhecer do recurso e negar-lhe provimento, mantendo a sentença por seus próprios e jurídicos fundamentos.
Condeno a parte recorrente no pagamento de custas processuais e honorários advocatícios, estes últimos arbitrados em 15% do valor da condenação. Porém, deve ser suspensa a exigibilidade do ônus de sucumbência, nos termos do artigo 98, §3º, do CPC, em razão do benefício de justiça gratuita deferido.
Assinado e datado eletronicamente.
Teresina, 18/10/2023
0801405-24.2020.8.18.0143
Órgão Julgador1ª Cadeira da 1ª Turma Recursal
Órgão Julgador Colegiado1ª Turma Recursal
Relator(a)RAIMUNDO JOSE DE MACAU FURTADO
Classe JudicialRECURSO INOMINADO CÍVEL
CompetênciaTurma Recursal
Assunto PrincipalPráticas Abusivas
AutorSTEANE MARIA DE SOUSA FERNANDES
RéuL C DE ANDRADE FILHO
Publicação26/10/2023