TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO PIAUÍ
ÓRGÃO JULGADOR : 3ª Turma Recursal
RECURSO INOMINADO CÍVEL (460) No 0801170-44.2021.8.18.0039
RECORRENTE: MARIA JOSE CARVALHO OLIVEIRA
Advogado(s) do reclamante: MATHEUS AGUIAR LAGES
RECORRIDO: BANCO DO BRASIL SA
REPRESENTANTE: BANCO DO BRASIL SA
Advogado(s) do reclamado: NELSON WILIANS FRATONI RODRIGUES, WILSON SALES BELCHIOR
RELATOR(A): 3ª Cadeira da 3ª Turma Recursal
EMENTA
RECURSO INOMINADO. CONSUMIDOR. EMPRÉSTIMO CONSIGNADO. PAGAMENTO POR MEIO DE DESCONTOS em benefício previdenciário. Benefício cessado. INADIMPLÊNCIA. Cobrança posterior com acréscimo de juros e multa. Previsão contratual. Ausência de ato ilícito. Sentença de improcedência mantida. Recurso CONHECIDO E imPROVIDO.
RELATÓRIO
RECURSO INOMINADO CÍVEL (460) -0801170-44.2021.8.18.0039
RECORRENTE: MARIA JOSE CARVALHO OLIVEIRA
Advogado do(a) RECORRENTE: MATHEUS AGUIAR LAGES - PI19503-A
RECORRIDO: BANCO DO BRASIL SA
REPRESENTANTE: BANCO DO BRASIL SA
Advogados do(a) RECORRIDO: NELSON WILIANS FRATONI RODRIGUES - PI8202-A, WILSON SALES BELCHIOR - PI9016-A
RELATOR(A): 3ª Cadeira da 3ª Turma Recursal
Trata–se de AÇÃO DECLARATÓRIA DE INEXISTÊNCIA DE DÉBITO C/C INDENIZAÇÃO POR DANOS MATERIAIS E MORAIS E REPETIÇÃO DO INDÉBITO C/C PEDIDO DE LIMINAR INAUDITA ALTERA PARS em que a parte autora aduz sofrer cobranças indevida referente a parcelas de empréstimo consignado.
A sentença julgou improcedentes os pedidos iniciais, nos termos do art. 487, I, do NCPC.
Nas razões do recurso a autora sustenta que EXISTE CONTRATO, mas que está PAGANDO DUAS VEZES pelo mesmo débito, de forma que a sua renda mensal fica, praticamente, toda comprometida com o pagamento indevido. Por fim, requer o provimento do recurso para julgar procedente o pedido inicial.
Contrarrazões da parte recorrida refuta as alegações contidas nas razões do recurso, pugnando pela manutenção da sentença.
É o relatório.
VOTO
Presentes os pressupostos de admissibilidade dos recursos, deles conheço.
Compulsando os autos, verifica-se que é incontroverso que houve o inadimplemento contratual por parte da autora por longo período, incidindo juros e multa nas parcelas em atraso. Assim, os valores cobrados correspondem ao montante devido pelo autor acrescido dos juros e multas contratuais.
Ademais, quanto a alegação de descontos em duplicidade, cumpre destacar que inexiste nos autos qualquer prova de que a parte autora está pagando duas vezes pelo mesmo débito, ônus que lhe incumbia, nos termos do art. 373, I, do CPC.
Desse modo, entendo que a sentença merece ser confirmada por seus próprios e jurídicos fundamentos, o que se faz na forma do disposto no 46 da Lei nº 9.099/95, com os acréscimos constantes da ementa que integra este acórdão.
Art. 46. O julgamento em segunda instância constará apenas da ata, com a indicação suficiente do processo, fundamentação sucinta e parte dispositiva. Se a sentença for confirmada pelos próprios fundamentos, a súmula do julgamento servirá de acórdão.
Diante do exposto, voto para conhecer do recurso e negar-lhe provimento, mantendo-se a sentença a quo em todos os seus termos.
Ônus de sucumbência pela parte Recorrente nos honorários advocatícios, estes em 20% sobre o valor da condenação atualizado, no entanto, fica suspensa a exigibilidade da condenação, nos termos do art. 98, §3º, do CPC.
Teresina, assinado e datado eletronicamente.
Teresina, 21/09/2023
0801170-44.2021.8.18.0039
Órgão Julgador3ª Cadeira da 3ª Turma Recursal
Órgão Julgador Colegiado3ª Turma Recursal
Relator(a)FRANCISCO JOAO DAMASCENO
Classe JudicialRECURSO INOMINADO CÍVEL
CompetênciaTurma Recursal
Assunto PrincipalPráticas Abusivas
AutorMARIA JOSE CARVALHO OLIVEIRA
RéuBANCO DO BRASIL SA
Publicação22/09/2023