TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO PIAUÍ
ÓRGÃO JULGADOR : 4ª Câmara Especializada Cível
AGRAVO INTERNO CÍVEL (1208) No 0760401-77.2022.8.18.0000
AGRAVANTE: JOSE ANCHIETA MARTINS ROSAL
Advogado(s) do reclamante: DIOGO JOSENNIS DO NASCIMENTO VIEIRA
AGRAVADO: BANCO DO NORDESTE DO BRASIL SA
Advogado(s) do reclamado: HUGO ATTIM MENESES WAQUIM GOMES
RELATOR(A): Desembargador RAIMUNDO NONATO DA COSTA ALENCAR
EMENTA
PROCESSUAL CIVIL - AGRAVO INTERNO EM APELAÇÃO – HIPOSSUFICIÊNCIA NÃO COMPROVADA – PRESUNÇÃO RELATIVA DO ART.98,§ 3° DO CPC – RECURSO NÃO PROVIDO
1. A presunção trazido no art. 98,§ 3° do CPC é relativa, devendo ser comprovada a hipossuficiência para que seja comprovado o benefício da gratuidade judiciária.
2. Agravo Interno Não Provido.
RELATÓRIO
AGRAVO INTERNO CÍVEL (1208) -0760401-77.2022.8.18.0000
Origem:
AGRAVANTE: JOSE ANCHIETA MARTINS ROSAL
Advogado do(a) AGRAVANTE: DIOGO JOSENNIS DO NASCIMENTO VIEIRA - PI8754-A
AGRAVADO: BANCO DO NORDESTE DO BRASIL SA
Advogado do(a) AGRAVADO: HUGO ATTIM MENESES WAQUIM GOMES - PI6923-A
RELATOR(A): Desembargador RAIMUNDO NONATO DA COSTA ALENCAR
Cuida-se de AGRAVO INTERNO intentado por JOSE ANCHIETA MARTINS ROSAL, primeiro, para que se reconsidere a decisão monocrática proferida na Apelação Cível nº0000036-31.2006.8.18.0042, que indeferiu a gratuidade judiciária pleiteada. Depois, para que, em não se dando a reconsideração, seja o recurso trazido a julgamento por este órgão fracionário, como agora ocorre.
Em suma, no que deveras importa, o agravante alega ser hipossuficiente, por não possuir condições financeiras de arcar com os custos do processo
Aduz, portanto, fazer jus ao benefício da gratuidade judiciária.
O agravado, nas suas contrarrazões, alega que o agravante omite a sua real condição financeira, não sendo merecedor da gratuidade judiciária.
É o quanto basta relatar. DECIDO.
VOTO
Senhores julgadores, a decisão monocrática id. 8526090, denegou seguimento ao recurso de apelação unicamente pelo fato de o ora agravante não ter atendido ao pedido de juntada dos documentos que comprovassem a sua hipossuficiência (despacho id. 7028553).
Assim, o recurso ora interposto, se detém a despender os mesmos argumentos já trazidos outrora, se resumindo a alegar que não tem condições de arcar com as custas do processo.
Muito embora o art. 98, § 3° do CPC, estabelecer que presume-se verdadeira a alegação de insuficiência deduzida por pessoa natura, tal presunção é relativa, devendo ser comprovada para que seja deferida o benefício.
EX POSITIS e sendo o quanto necessário asseverar, voto pelo NÃO PROVIMENTO deste AGRAVO INTERNO, mantendo a decisão monocrática, em todos os seus termos, por seus próprios fundamentos.
Teresina, 26/06/2023
0760401-77.2022.8.18.0000
Órgão JulgadorDesembargador JOÃO GABRIEL FURTADO BAPTISTA
Órgão Julgador Colegiado4ª Câmara Especializada Cível
Relator(a)RAIMUNDO NONATO DA COSTA ALENCAR
Classe JudicialAGRAVO INTERNO CÍVEL
CompetênciaCâmaras Cíveis
Assunto PrincipalAssistência Judiciária Gratuita
AutorJOSE ANCHIETA MARTINS ROSAL
RéuBANCO DO NORDESTE DO BRASIL SA
Publicação26/06/2023