TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO PIAUÍ
ÓRGÃO JULGADOR : 3ª Turma Recursal
RECURSO INOMINADO CÍVEL (460) No 0000805-72.2015.8.18.0026
RECORRENTE: OSVALDO LORIVAL GARCIA
Advogado(s) do reclamante: JOSE RIBAMAR COELHO FILHO
RECORRIDO: MUNICIPIO DE CAMPO MAIOR, FUNDO PREVIDENCIARIO DO MUNICIPIO DE CAMPO MAIOR
REPRESENTANTE: PROCURADORIA GERAL DO MUNICÍPIO DE CAMPO MAIOR
RELATOR(A): 3ª Cadeira da 3ª Turma Recursal
EMENTA
JUIZADO ESPECIAL DA FAZENDA PÚBLICA. RECURSO INOMINADO EM AÇÃO DE OBRIGAÇÃO DE FAZER. DIREITO ADMINISTRATIVO. CONTRATAÇÃO DE SERVIDOR MUNICIPAL SEM REALIZAÇÃO DE CONCURSO PÚBLICO ANTES DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL DE 1988. REGRA TRANSITÓRIA. ART. 19 DA ADCT. NÃO PREENCHIMENTO DO REQUISITO IMPOSTO. PRESTAÇÃO DE SERVIÇO PÚBLICO INFERIOR A CINCO ANOS. AUSÊNCIA DE DIREITO À ESTABILIDADE. CONTRATAÇÃO NULA. SENTENÇA MANTIDA POR SEUS PRÓPRIOS TERMOS. RECURSO CONHECIDO E IMPROVIDO.
RELATÓRIO
RECURSO INOMINADO CÍVEL (460) -0000805-72.2015.8.18.0026
RECORRENTE: OSVALDO LORIVAL GARCIA
Advogado do(a) RECORRENTE: JOSE RIBAMAR COELHO FILHO - PI10489-A
RECORRIDO: MUNICIPIO DE CAMPO MAIOR, FUNDO PREVIDENCIARIO DO MUNICIPIO DE CAMPO MAIOR
REPRESENTANTE: PROCURADORIA GERAL DO MUNICÍPIO DE CAMPO MAIOR
RELATOR(A): 3ª Cadeira da 3ª Turma Recursal
Trata-se de AÇÃO DE OBRIGAÇÃO DE FAZER em que a parte autora pleiteia a sua restituição ao cargo público que exerce desde 1984 sob o argumento que possui direito a estabilidade ainda que a contratação tenha ocorrido sem a realização de concurso público.
Sobreveio sentença que JULGOU IMPROCEDENTE o pedido inicial com fulcro no art. 487, I, do Código de Processo Civil.
A parte autora interpôs recurso defendendo, com base no princípio da boa-fé, a permanência do recorrente no serviço público posto que a segurança jurídica foi alçada a categoria de princípio constitucional e, não pode se anular quase 30 (trinta) anos de serviço público.
Contrarrazões da parte recorrida pugnando pela manutenção da sentença.
É o relatório sucinto.
VOTO
Presentes os pressupostos de admissibilidade, conheço do recurso.
Compulsando os autos, verifica-se que o recorrente foi contratado pelo município recorrido em 25/08/1984. Ocorre que de acordo com a regra do art. 19 da ADCT, somente os servidores públicos há, pelo menos, cinco anos continuados teriam direito à estabilidade. Assim, o pleito da parte autora não merece acolhimento.
Desse modo, entendo que a sentença merece ser confirmada por seus próprios e jurídicos fundamentos, o que se faz na forma do disposto dos arts. 27 da Lei n. 12.153/2009 e 46 da Lei nº 9.099/95, com os acréscimos constantes da ementa que integra este acórdão.
Lei n. 12.153/2009:
“Art. 27. Aplica-se subsidiariamente o disposto nas Leis nos 5.869, de 11 de janeiro de 1973 – Código de Processo Civil, 9.099, de 26 de setembro de 1995, e 10.259, de 12 de julho de 2001.”
Lei n. 9.099/1995:
“Art. 46. O julgamento em segunda instância constará apenas da ata, com a indicação suficiente do processo, fundamentação sucinta e parte dispositiva. Se a sentença for confirmada pelos próprios fundamentos, a súmula do julgamento servirá de acórdão.”.
Diante do exposto, voto pelo conhecimento do recurso para negar-lhe provimento, mantendo a sentença por seus próprios e jurídicos fundamentos.
Imposição de ônus de sucumbência em custas honorários advocatícios, estes fixados em 10% sobre o valor corrigido da causa, no entanto, fica suspensa a exigibilidade da condenação, nos termos do art. 98, §3º, do CPC.
Teresina, datado e assinado eletronicamente.
Teresina, 21/06/2023
0000805-72.2015.8.18.0026
Órgão Julgador3ª Cadeira da 3ª Turma Recursal
Órgão Julgador Colegiado3ª Turma Recursal
Relator(a)FRANCISCO JOAO DAMASCENO
Classe JudicialRECURSO INOMINADO CÍVEL
CompetênciaTurma Recursal
Assunto PrincipalObrigação de Fazer / Não Fazer
AutorOSVALDO LORIVAL GARCIA
RéuMUNICIPIO DE CAMPO MAIOR
Publicação28/06/2023