Acórdão de 2º Grau

Acidente de Trânsito 0805170-97.2019.8.18.0123


Ementa

EMENTA RECURSO INOMINADO. AÇÃO POR REPARAÇÃO POR DANOS MORAIS E DANOS MATERIAIS. ACIDENTE DE TRÂNSITO. COLISÃO ENTRE VEÍCULOS. LAUDO QUE ATESTA CULPA DA REQUERIDA. DANOS MATERIAIS COMPROVADOS. DANOS MORAIS CONFIGURADOS. QUANTUM INDENIZATÓRIO MANTIDO. SENTENÇA MANTIDA POR SEUS PRÓPRIOS E JURÍDICOS FUNDAMENTOS. RECURSO CONHECIDO E NÃO PROVIDO. (TJPI - RECURSO INOMINADO CÍVEL 0805170-97.2019.8.18.0123 - Relator: MARIA DAS NEVES RAMALHO BARBOSA LIMA - 2ª Turma Recursal - Data 22/10/2023 )

Acórdão


ÓRGÃO JULGADOR : 2ª Turma Recursal

RECURSO INOMINADO CÍVEL (460) No 0805170-97.2019.8.18.0123

RECORRENTE: JOSE OSMAR TEIXEIRA DIAS

Advogado(s) do reclamante: DENIS GOMES MOREIRA

RECORRIDO: VILMAR OLIVEIRA FONTENELE, JOSÉ JOÃO DE SOUZA

Advogado(s) do reclamado: VILMAR OLIVEIRA FONTENELE

RELATOR(A): 2ª Cadeira da 2ª Turma Recursal

 


EMENTA


 

 

EMENTA

RECURSO INOMINADO. AÇÃO POR REPARAÇÃO POR DANOS MORAIS E DANOS MATERIAIS. ACIDENTE DE TRÂNSITO. COLISÃO ENTRE VEÍCULOS. LAUDO QUE ATESTA CULPA DA REQUERIDA. DANOS MATERIAIS COMPROVADOS. DANOS MORAIS CONFIGURADOS. QUANTUM INDENIZATÓRIO MANTIDO. SENTENÇA MANTIDA POR SEUS PRÓPRIOS E JURÍDICOS FUNDAMENTOS. RECURSO CONHECIDO E NÃO PROVIDO.

 

 


RELATÓRIO


 

RECURSO INOMINADO CÍVEL (460) -0805170-97.2019.8.18.0123
Origem: 
RECORRENTE: JOSE OSMAR TEIXEIRA DIAS 
Advogado do(a) RECORRENTE: DENIS GOMES MOREIRA - PI2718-A

RECORRIDO: VILMAR OLIVEIRA FONTENELE, JOSÉ JOÃO DE SOUZA
Advogado do(a) RECORRIDO: VILMAR OLIVEIRA FONTENELE - PI5312-A

RELATOR(A): 2ª Cadeira da 2ª Turma Recursal

RELATÓRIO

Trata-se de Ação Ordinária de Reparação de Danos Morais, Materiais e Estéticos, em que o autor pleiteia o ressarcimento dos danos materiais, morais e estéticos decorrentes de colisão de veículos terrestres, provocada pela parte requerida.

A sentença (ID 1988920), julgou procedentes os pedidos iniciais, CONDENANDO, SOLIDARIAMENTE os réus JOSÉ JOÃO DE SOUZA e VILMAR OLIVEIRA FONTENELE a) a indenizar a parte autora em DANOS MATERIAIS, no valor de R$ 2.221,00 (dois mil, duzentos e vinte e um reais), com juros legais a partir do evento danoso (24/04/2019) e correção monetária desde o efetivo desembolso; e b) a indenizar a parte autora pelos DANOS MORAIS no montante de R$ 5.000,00 (cinco mil reais), com juros legais desde o evento danoso (24/04/2019) e correção monetária desde o arbitramento. Sem custas e honorários, em face da previsão legal.

Razões do recorrente (id 1988924), alegando, em suma: breve síntese e da decisão recorrida; a nulidade da sentença, , o quantum indenizatório, requerendo o provimento do recurso reformando a sentença para julgar improcedente o pedido inicial.

Contrarrazões não apresentadas pelo recorrido.

É o relatório.

 

 

 


VOTO


 

 

VOTO

Presentes os pressupostos de admissibilidade, conheço do recurso.

Compulsando os autos, constata-se que é incontroverso o evento do acidente, assim como não há dúvida de que as partes ré foram a causadora deste, conforme laudo pericial emitido pela autoridade competente anexado junto a inicial. Assim, é direito do autor o ressarcimento pelos danos sofridos.

Cabe aqui enfatizar que o autor comprovou efetivamente o fato constitutivo de seu direito, por meio de prova documental.

No que toca aos danos morais, verifica-se dos fatos e das provas produzidas nos autos que o autor sofreu ofensa ao direito de personalidade, configurando, portanto, os danos morais.

Em relação ao valor da indenização, é entendimento do Superior Tribunal de Justiça que há a possibilidade de majorar ou reduzir, quando irrisório ou absurdo, o valor das verbas fixadas a título de dano moral, por se tratar de matéria de direito e não de reexame fático probatório. No caso em questão entendo que o valor fixado em sentença atende aos princípios da proporcionalidade e razoabilidade, devendo ser mantido.

Assim, entendo que a sentença merece ser confirmada por seus próprios fundamentos, o que se faz na forma do disposto no artigo 46 da Lei 9.099/95, com os acréscimos constantes da ementa que integra este acórdão.

Art. 46. O julgamento em segunda instância constará apenas da ata, com a indicação suficiente do processo, fundamentação sucinta e parte dispositiva. Se a sentença for confirmada pelos próprios fundamentos, a súmula do julgamento servirá de acórdão.

Diante do exposto, voto pelo conhecimento do recurso para negar-lhe provimento, mantendo a sentença em todos os seus termos.

Ônus de sucumbência pelas recorrentes em honorários advocatícios, sendo estes em 15% sobre o valor da condenação atualizado, no entanto, fica suspensa a exigibilidade da condenação nos termos do art. 98, §3º, do CPC.

 

Teresina (PI), assinado e datado eletronicamente.

Dra. Maria das Neves Ramalho Barbosa Lima

 

Juiz Relator

 

 



Teresina, 05/07/2023

Detalhes

Processo

0805170-97.2019.8.18.0123

Órgão Julgador

2ª Cadeira da 2ª Turma Recursal

Órgão Julgador Colegiado

2ª Turma Recursal

Relator(a)

MARIA DAS NEVES RAMALHO BARBOSA LIMA

Classe Judicial

RECURSO INOMINADO CÍVEL

Competência

Turma Recursal

Assunto Principal

Acidente de Trânsito

Autor

Vilmar Oliveira Fontenele

Réu

JOSE OSMAR TEIXEIRA DIAS

Publicação

22/10/2023