TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO PIAUÍ
ÓRGÃO JULGADOR : 3ª Turma Recursal
RECURSO INOMINADO CÍVEL (460) No 0800407-76.2022.8.18.0146
RECORRENTE: VANDA TELES DA SILVA
Advogado(s) do reclamante: DURCILENE DE SOUSA ALVES
RECORRIDO: BANCO BRADESCO SA
Advogado(s) do reclamado: ANTONIO DE MORAES DOURADO NETO REGISTRADO(A) CIVILMENTE COMO ANTONIO DE MORAES DOURADO NETO
RELATOR(A): 2ª Cadeira da 3ª Turma Recursal
EMENTA
RECURSO INOMINADO. AÇÃO DECLARATÓRIA DE NULIDADE. SEGURO PRESTAMISTA DEVIDAMENTE ADQUIRIDO. CONTRATO ACESSÓRIO. AUSÊNCIA DE VIOLAÇÃO DO DEVER DE INFORMAÇÃO. SENTENÇA MANTIDA POR SEUS PRÓPRIOS E JURÍDICOS FUNDAMENTOS. RECURSO CONHECIDO E IMPROVIDO.
RELATÓRIO
Cuida-se de recurso inominado interposto em face da sentença que julgou improcedentes os pedidos iniciais. Aduz a recorrente que contratou empréstimo com a instituição recorrida, porém que a avença contém cláusula abusiva (venda casada) relativa a "seguro prestamista", que em muito onera a contratação, notadamente quanto à incidência de juros remuneratórios. Pugna, assim, pela desconstituição da sentença, declaração de nulidade da cobrança do seguro, condenação do requerido/recorrido à restituição de indébito e indenização por danos morais.
Intimado para contrarrazoar, o banco recorrido manifestou-se tempestivamente, pugnando pela manutenção do decisum.
É o relato sucinto.
VOTO
Presentes os pressupostos de admissibilidade, conheço do recurso.
Conforme contrato e termo de seguro de prestação financeira colacionados aos autos, abstrai-se que o seguro prestamista objetado é negócio acessório, devidamente adquirido pela consumidora, não havendo que se falar em venda casada ou ausência de informação clara, seja porque as cláusulas contratuais dissertam acerca dos respectivos encargos financeiros do seguro, seja porque não restou demonstrado nos autos a negativa da instituição financeira em fornecer o empréstimo sem o contrato acessório.
A sentença merece ser confirmada por seus próprios fundamentos, o que se faz na forma do disposto no artigo 46 da Lei 9.099/95, com os acréscimos constantes da ementa que integra este acórdão.
Art. 46. O julgamento em segunda instância constará apenas da ata, com a indicação suficiente do processo, fundamentação sucinta e parte dispositiva. Se a sentença for confirmada pelos próprios fundamentos, a súmula do julgamento servirá de acórdão.
Diante do exposto, voto para conhecer e negar provimento ao recurso interposto.
Ônus de sucumbência pela parte recorrente em honorários advocatícios, que fixo em 10% sobre o valor corrigido da causa, contudo, suspensa a exigibilidade nos termos do art. 98, §3º do CPC.
Teresina, datado e assinado eletronicamente.
Teresina, 18/08/2023
ANTÔNIO REIS DE JESUS NOLLÊTO
Juiz Relator
0800407-76.2022.8.18.0146
Órgão Julgador2ª Cadeira da 3ª Turma Recursal
Órgão Julgador Colegiado3ª Turma Recursal
Relator(a)ANTONIO REIS DE JESUS NOLLETO
Classe JudicialRECURSO INOMINADO CÍVEL
CompetênciaTurma Recursal
Assunto PrincipalEmpréstimo consignado
AutorVANDA TELES DA SILVA
RéuBANCO BRADESCO SA
Publicação19/08/2023