Acórdão de 2º Grau

Acidente de Trânsito 0023958-73.2019.8.18.0001


Ementa

RECURSO INOMINADO. AÇÃO DE INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS E MATERIAIS. FORNECEDORA DE SERVIÇO DE INTERNET. RESPONSABILIDADE CIVIL OBJETIVA. CABO DE INTERNET EM ALTURA ABAIXO DO IDEAL. OCASIONANDO ACIDENTE COM A PARTE AUTORA. MOTOCICLISTA ATINGIDO PELO FIO. LESÕES CORPORAIS. FALHA NA PRESTAÇÃO DO SERVIÇO. DEVER DE INDENIZAR. DANOS MORAIS. CONFIGURAÇÃO. QUANTUM INDENIZATÓRIO MAJORADO EM OBSERVÂNCIA AOS PRINCÍPIOS DA RAZOABILIDADE E PROPORCIONALIDADE. DANOS MATERIAIS. NÃO DEMONSTRADOS. RECURSO CONHECIDO E PARCIALMENTE PROVIDO. (TJPI - RECURSO INOMINADO CÍVEL 0023958-73.2019.8.18.0001 - Relator: LITELTON VIEIRA DE OLIVEIRA - 2ª Turma Recursal - Data 18/05/2023 )

Acórdão


ÓRGÃO JULGADOR : 1ª Turma Recursal

RECURSO INOMINADO CÍVEL (460) No 0023958-73.2019.8.18.0001

RECORRENTE: CESAR JULIO VIEIRA DO NASCIMENTO

Advogado(s) do reclamante: WALLYSON VILARINHO DA CRUZ

RECORRIDO: A R G3 TELECOM ASSOCIADOS LTDA - ME

Advogado(s) do reclamado: RANIERY AUGUSTO DO NASCIMENTO ALMEIDA

RELATOR(A): 2ª Cadeira da 1ª Turma Recursal

 


EMENTA


 

 

RECURSO INOMINADO. AÇÃO DE INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS E MATERIAIS. FORNECEDORA DE SERVIÇO DE INTERNET. RESPONSABILIDADE CIVIL OBJETIVA. CABO DE INTERNET EM ALTURA ABAIXO DO IDEAL. OCASIONANDO ACIDENTE COM A PARTE AUTORA. MOTOCICLISTA ATINGIDO PELO FIO. LESÕES CORPORAIS. FALHA NA PRESTAÇÃO DO SERVIÇO. DEVER DE INDENIZAR. DANOS MORAIS. CONFIGURAÇÃO. QUANTUM INDENIZATÓRIO MAJORADO EM OBSERVÂNCIA AOS PRINCÍPIOS DA RAZOABILIDADE E PROPORCIONALIDADE. DANOS MATERIAIS. NÃO DEMONSTRADOS. RECURSO CONHECIDO E PARCIALMENTE PROVIDO. 

 

 


RELATÓRIO


 

RECURSO INOMINADO CÍVEL (460) -0023958-73.2019.8.18.0001
Origem: 
RECORRENTE: CESAR JULIO VIEIRA DO NASCIMENTO 
Advogado do(a) RECORRENTE: WALLYSON VILARINHO DA CRUZ - PI12051-A

RECORRIDO: A R G3 TELECOM ASSOCIADOS LTDA - ME
Advogado do(a) RECORRIDO: RANIERY AUGUSTO DO NASCIMENTO ALMEIDA - PI8029-A

RELATOR(A): 2ª Cadeira da 1ª Turma Recursal

Visa o recurso a reforma da sentença julgou PROCEDENTE EM PARTE o pedido da parte autora (art. 487, I do NCPC), em face da parte ré AR G3 TELECOM ASSOCIADOS LTDApara condenar esta a pagar, a título de danos morais, a quantia arbitrada de R$ 1.000,00 (um mil reais), sendo que o valor da condenação será acrescido de correção monetária desde a data do arbitramento (Súmula 362 do STJ), e de juros moratórios desde o evento danoso (Súmula 54 do STJ). Quanto ao pedido de indenização por danos materiais, julgo este IMPROCEDENTE pelos motivos já expostos.

Inconformada a parte autora interpôs recurso inominado, requerendo, em síntese, a majoração dos danos morais e para que seja reconhecido ao autor o direito a reparação por danos materiais, pelo que deixou de receber com seu afastamento compulsório do trabalho, na importância total de R$ 2.000,00.

Intimado para apresentar contrarrazões, a parte recorrida apresentou manifestação, requerendo a manutenção da sentença, pelos seus próprios e jurídicos fundamentos.

É o relatório.

 


VOTO


 

 

Presentes os pressupostos de admissibilidade, passo à análise do recurso.

Discute-se no presente recurso a majoração dos danos morais arbitrados e para que seja reconhecido ao autor o direito a reparação por danos materiais, pelo que deixou de receber com seu afastamento compulsório do trabalho, na importância total de R$ 2.000,00.

In casu, entendo que assiste parcial razão a parte Recorrente no tocante ao valor fixado pelo Juízo de origem a título de danos morais, vez que não atende aos requisitos da razoabilidade e da proporcionalidade.

Destarte, tenho que o montante da compensação deva ser tal que atenda ao dúplice caráter de compensar a vítima e, ao mesmo tempo, penalizar o ofensor que ofereceu risco de morte ao recorrente, visando-se, assim, obstar a reincidência.

Assim, entendo que o valor arbitrado na decisão a quo não atingiu seu objetivo, devendo, pois, ser majorado para o valor de R$ 8.000,00 (oito mil reais).

Por fim, de igual modo ao juízo a quo, entendo que não assiste razão ao recorrente no tocante aos danos materiais, haja vista a ausencia de indícios mínimos para fundamentar a valoração de seu prejuízo no montante sugerido.

Pelo exposto, voto para conhecer do recurso e dar provimento ao recurso interposto pela parte autora, para reformar a sentença quanto ao valor da indenização por danos morais, que deve ser majorado para R$ 8.000,00 (oito mil reais), restando, no mais, mantida a sentença guerreada.

Ônus de sucumbência pelo recorrente, o qual condeno no pagamento de honorários advocatícios sucumbenciais no percentual de 10% sobre o valor da condenação atualizado, com exigibilidade suspensa pelo prazo de 5 (cinco) anos, nos termos do art. 98 § 3º do CPC, em razão da concessão da justiça gratuita.

Teresina(PI), assinado e datado eletronicamente.

 

Dr. Litelton Vieira de Oliveira

Juiz Relator 

 

 



Teresina, 10/05/2023

Detalhes

Processo

0023958-73.2019.8.18.0001

Órgão Julgador

1ª Cadeira da 2ª Turma Recursal

Órgão Julgador Colegiado

2ª Turma Recursal

Relator(a)

LITELTON VIEIRA DE OLIVEIRA

Classe Judicial

RECURSO INOMINADO CÍVEL

Competência

Turma Recursal

Assunto Principal

Acidente de Trânsito

Autor

A R G3 TELECOM ASSOCIADOS LTDA - ME

Réu

CESAR JULIO VIEIRA DO NASCIMENTO

Publicação

18/05/2023